Com apoio do Brasil, vice-ministro de Agricultura da China é eleito diretor-geral da FAO

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Chinês Qu Dongyu é o novo diretor-geral da FAO – FAO/Alessandra Benedetti

O vice-ministro de Agricultura e dos Assuntos Agrários da China, Qu Dongyu, foi eleito neste domingo (23), com 108 votos, como diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em substituição ao brasileiro José Graziano da Silva, que está no cargo desde 2012 e vai deixá-lo no dia 1º deste ano.

O governo do Brasil apoiou a eleição de Dongyu para a FAO. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou da votação, em Roma. O representante da China ocupará o cargo por quatro anos, de 1º de agosto de 2019 a 31 de julho de 2023.

PhD em Ciências Agrícolas e Meio Ambiente, Dongyu venceu os candidatos da França, Catherine Geslain-Lanéelle, que teve 71 votos, e da Geórgia, Davit Kirvalidze, com 12 votos.

O chinês se comprometeu com a justiça e transparência e disse que será imparcial na diretoria da FAO. “Trabalharei pelo povo e por todos os agricultores. Por uma FAO dinâmica, por um mundo melhor”, afirmou.

Cooperação mundial e inovação no campo

A delegação chinesa destacou que o novo diretor-geral vai reformar a FAO em pouco tempo e garantiu que a China manterá seus compromissos de cooperação mundial em favor do desenvolvimento da agricultura.

Entre as prioridades de Dongyu, estão a facilitação da agenda internacional de países em desenvolvimento e a inclusão digital no campo. Em seu discurso, ele defendeu a inovação e o uso da tecnologia na agricultura.

O novo diretor-geral defende que as políticas da FAO estejam alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, em particular com a erradicação da fome e da pobreza, com o aumento sustentável da produção agrícola e alimentar, além da promoção de um sistema de comércio global agrícola livre de distorções e restrições sem base científica adequada.

América Latina de portas abertas

A delegação do Uruguai falou em nome da América Latina e Caribe, ressaltando que a região terá as portas abertas para o novo diretor da FAO. Argentina e Uruguai também apoiaram a eleição de Dongyu.

Outros países igualmente cumprimentaram o chinês, como França Itália, Kuwait, Tailândia, Guiné Equatorial, Bangladesh, Canadá, Cabo Verde, Alemanha, Austrália, Irã, Indonésia, Nigéria, Africa do Sul e Uganda.

José Graziano da Silva cumprimentou o vencedor e entregou a ele o novo crachá da FAO. A ministra Tereza Cristina parabenizou Graziano pelo período à frente da diretoria-geral da FAO.

Dongyu visitou o Brasil em março passado, quando manteve reuniões nos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

*Com informações do Mapa

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