Decreto reforçará orientação ao pequeno agricultor sobre aplicação de defensivos

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Ministra Tereza Cristina – Foto: Noaldo Santos/Mapa

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) informou que será editado nos próximos dias um decreto para aumentar a assistência aos pequenos produtores para que eles tenham mais conhecimento ao aplicar os defensivos agrícolas nas lavouras. Segundo a ministra, com o decreto, o agricultor poderá cuidar melhor de sua saúde pessoal e a da família, já que eles são as pessoas mais expostas no momento de aplicação dos agroquímicos.

“O pequeno produtor sabe que o produto é tóxico, mas, às vezes, não se cuida na maneira de se proteger. É isso que a gente precisa resolver”, disse a ministra, em entrevista à Rádio CBN Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde ela está de licença esta semana.

Tereza Cristina também criticou o que chama de campanha de desinformação sobre os defensivos agrícolas no país. Ela garantiu que o consumidor brasileiro tem a absoluta segurança de que está se alimentando com produtos saudáveis e sem contaminação. “A pior praga que existe nisso é a desinformação.”

Ela contestou, por exemplo, informação divulgada nessa terça-feira (23) de que o projeto de lei sobre defensivos agrícolas, em tramitação na Câmara dos Deputados, tira da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o papel de fiscalizar e autorizar os agrotóxicos que serão comercializados no Brasil, deixando a tarefa a cargo exclusivamente do Ministério da Agricultura.

“Segurança alimentar não pode mudar”

De acordo com a ministra, na verdade, o processo continua sendo conjunto, envolvendo os três órgãos do governo. A única diferença, esclareceu, é que a análise poderá ser feita simultaneamente. Atualmente, um órgão analisa o produto e depois fica esperando durante anos o outro fazer o mesmo. A ideia, assinalou, é acelerar este processo.

“A segurança alimentar não pode mudar. Imagina, se nós diminuirmos a segurança, o que vamos explicar para o nosso comprador lá fora? O Brasil quer deixar de vender? Ao contrário, temos um esforço enorme para abertura de novos mercados. Isso faz parte de todo um conjunto de medidas para dar segurança ao comprador de nossos produtos. Existe muita radicalização, existe muita desinformação.”

Tereza Cristina ressaltou ainda que, a partir de 2017, o uso de defensivos no Brasil não aumentou, mesmo com o crescimento do número de produtos aprovados para uso comercial, a maior parte deles genéricos. “Não é verdade que o Brasil use mais agrotóxicos do que o resto do mundo. Existe muita manipulação de dados, isso é uma maneira de aterrorizar a sociedade inconsequentemente. O consumidor, que não conhece, acaba achando que está consumindo produtos inadequados. É terrorismo o que estão fazendo com a sociedade internamente e isso é muito ruim”, disse Tereza Cristina.

Segundo ela, se os alimentos brasileiros tivessem mais resíduos de defensivos agrícolas do que o aceito internacionalmente, o país não estaria exportando para mais de 160 países. “O Brasil assusta a concorrência com o tamanho de suas exportações agropecuárias. Nossos concorrentes agradecem esta campanha que vem sendo feita de forma irresponsável.”

Do Mapa

 

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