Movimento dos produtores de leite defende renovação de entidades do agro

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Encontro nacional dos produtores de leite na Faeg, no dia 22 de julho – Foto: Faeg/Divulgação

Da redação/AGROemDIA

O movimento da base dos produtores brasileiros de leite – representado pelos grupos Construindo Leite Brasil, Inconfidência Leiteira e Genética Confiável, entre outros – divulgou nota (leia abaixo) nesta sexta-feira (2) em que defende a renovação da atuação das entidades representativas do setor rural. A cadeia leiteira enfrenta uma crise provocada pelos altos custos de produção, desvalorização do preço pago pelas indústrias ao produtor, carga tributária elevada e concorrência com o Mercosul, União Europeia e Nova Zelândia.

carta produtores de leite

“Queremos devolver as entidades para os seus verdadeiros donos, que somos nós, os produtores rurais, a fim de que elas sejam caixas de ressonância dos nossos anseios”, diz o produtor goiano de leite Edilberto Carneiro, um dos coordenadores do movimento nacional do setor leiteiro que busca uma solução para a crise. “Reconhecemos o valor e a importância das nossas entidades, mas queremos que elas sejam devolvidas, no sentido de restauradas, para os seus autênticos donos.”

Segundo Edilberto Carneiro, o questionamento da representatividade das entidades do agro não busca o poder. “Não pretendemos tirar alguém de lugar algum. Queremos a CNA, a OCB, a Abraleite e a FPA alinhadas com a gente, que sejam caixas de ressonância dos anseios do produtor brasileiro. Queremos é que entendam nosso recado e correspondam. Agora, se não forem capazes de fazer isso, que se afastem de seus cargos.”

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Edilberto Carneiro, produtor de leite de Goiás – Divulgação

“Saindo da idade das trevas”

O produtor goiano esclarece que o movimento visa a fortalecer o protagonismo do produtor de leite. “Não temos projeto de poder, mas de empoderamento. Isto é, produtor forte, classe forte, entidades fortes e líderes autênticos que realmente nos representem. Quando falamos em renovação, queremos é que as entidades sigam a finalidade para a qual foram criadas, a defesa do produtor.”

Para Edilberto Carneiro, a perda de representatividade das entidades do agro é resultado do obscurantismo vivido pelo Brasil nos últimos 20 anos. “Nesse período, as instituições políticas e as entidades foram cooptadas pelo Estado patrimonialista, que se agigantou de tal forma que elas ficaram de joelhos para ele.  Isso trouxe um ônus muito grande e criou uma crise de identidade profunda, mas estamos saindo dessa idade das trevas.”

Na avaliação do produtor goiano, a eleição do presidente Bolsonaro está contribuindo para mudar este cenário. “Este governo que assumiu, representando o anseio do povo brasileiro, se propõe a acabar com as velhas práticas e devolver o Brasil aos brasileiros. Nós, como produtores, também pensamos que as nossas entidades têm que ser devolvidas à classe produtora.”

AGROemDIA

O AGROemDIA é um site especializado no agrojornalismo, produzido por jornalistas com anos de experiência na cobertura do agro. Seu foco é a agropecuária, a agroindústria, a agricultura urbana, a agroecologia, a agricultura orgânica, a assistência técnica e a extensão rural, o cooperativismo, o meio ambiente, a pesquisa e a inovação tecnológica, o comércio exterior e as políticas públicas voltadas ao setor. O AGROemDIA é produzido em Brasília. E-mail: contato@agroemdia.com.br - (61) 99244.6832

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