Cruzada ambientalista: ONG faz pressão contra soja brasileira na Alemanha

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Reprodução/Twitter Greenpeace

O Greenpeace fez mais uma ação midiática na sua cruzada global contra o agro brasileiro. Neste domingo (4), informa a agência pública de notícias alemã DW, ativistas da ONG ambientalista protestaram contra a importação de soja do Brasil, no porto de Brake, no norte da Alemanha. Nesse sábado (3), o vice-presidente Hamilton Mourão disse que há uma campanha internacional contra o governo Jair Bolsonaro.

Segundo a DW, os ativistas do Greenpeace pintaram a inscrição “crime climático” no casco de um cargueiro carregado com o grão proveniente do Brasil. O grupo se aproximou do navio com um pequeno barco e pendurou ainda uma faixa no guindaste que tiraria a carga da embarcação. “Emergência climática. A ração de soja destrói as florestas”, dizia a faixa.

De acordo com a agência de notícias alemã, o Greenpeace alega que “a importação de soja voltada à pecuária de massa agrava os problemas climáticos, além de contribuir para destruição de ecossistemas fundamentais para a redução da concentração de dióxido de carbono”.

“Nós exigimos que o governo alemão interrompa imediatamente a importação de soja originária da destruição da floresta. Ao mesmo tempo, o governo deve fornecer incentivos para que a agricultura local assegure a criação apropriada com um número menor de animais”, afirmou o especialista em agricultura do Greenpeace, Dirk Zimmerman, conforme a DW.

O especialista disse ainda que para frear os impactos da pecuária de massa nas mudanças climáticas é necessária a redução do consumo de global de carne pela metade até 2050. Na Europa e na América do Norte, essa diminuição deve ficar entre 70 e 90%.

A produção de soja no Brasil, enfatizou Zimmerman à DW, mais que quadruplicou nos últimos 20 anos, principalmente devido ao aumento do consumo de carne. O grão é usado amplamente na alimentação de animais. O especialista responsabilizou o agronegócio voltado para a produção de ração por dois terços do desmatamento na América do Sul.

Campanha internacional

O protesto no porto de Brake, assinalou a DW, ocorreu no momento da realização da reunião do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC),em Genebra, na Suíça  A ação dos ativistas visava atrair a atenção dos participantes do encontro, que começou na sexta-feira (2), para os impactos da produção de soja.

Nesse sábado (2), em entrevista ao jornal O Globo, o vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, disse que o governo de Jair Bolsonaro é alvo de uma campanha internacional fomentada por grupos que perderam a eleição no ano passado.

“Existe uma campanha internacional contra o Brasil, fomentada daqui de dentro mesmo por aqueles que perderam a eleição e que usam suas conexões, principalmente nos países europeus, para atacar o governo do presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Mourão ao jornal.

Da redação, com informações da DW e de O Globo

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