Sindicarne-PR reclama de “saída irregular de bois do estado”

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Foto: Juliana Sussai/Embrapa

Com a proibição da entrada de gado no Paraná para reposição do plantel, sendo permitido apenas o ingresso de animais para abate pelo corredor sanitário, devido ao fim da vacinação do rebanho contra a febre aftosa, os frigoríficos paranaenses passaram a depender quase que exclusivamente da oferta local. E já começa a faltar boi gordo para atender o mercado estadual e as exportações, segundo o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne-PR).

“Há uma saída muito elevada de animais para abate do Paraná para outros estados, porque adquirentes de outros estados colocam na documentação fiscal que são bezerros para engorda e não de animais terminados. Com isso, pagam preços menores e quase não recolhem impostos”, diz, em nota, o presidente do Sindicarnes-PR, Péricles Salazar.

Antes do fim da vacinação, entravam por ano no Paraná mais de 100 mil animais para engorda ou abate e esse trânsito foi praticamente proibido. O resultado é que essa saída irregular, que gira em torno de 50 mil animais anualmente, está provocando escassez de animais na oferta local, porque agora o estado depende só da sua produção interna.

“Já entramos em contato com a Secretaria da Agricultura e com a Secretaria de Fazenda solicitando a criação de uma pauta fiscal para que as saídas sejam efetivamente fiscalizadas pelo governo, porque o estado está perdendo receita em impostos e os frigoríficos estão sendo muito prejudicados. Assim, a oferta interna certamente vai crescer”, informa Péricles Salazar.

“Atualmente”, acrescenta o presidente do Sindicarne-PR, “há o risco de muitas empresas diminuírem suas atividades ou mesmo deixarem de operar, caso essa situação continue.”

 

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