Agro&Negócio: Da força dos chineses ao aumento da produtividade leiteira (áudio e vídeo)

Ricardo Wegrzynovski (Weg)*

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ESSES MERECEM RESPEITO

Argentina, Austrália, Brasil e Reino Unido. Estes países são alguns dos focos centrais da empresa estatal chinesa COFCO, com sede em Genebra, na Suíça. Sim, a gigante chinesa COFCO é global. E a intenção empresarial do grupo é clara, inclusive estampada em seus sites “ser líder nas cadeias globais de fornecimento de grãos, oleaginosas e açúcar”. E digo que são globais porque eles negociam com mais de 50 países “fornecendo aos agricultores acesso direto e exclusivo ao crescente mercado chinês”, dizem sobre si. Ou seja, os chineses estão negociando cada vez mais diretamente, diminuindo os atravessadores. A receita da empresa é impressionante: cerca de 31 bilhões de dólares; movimentam 106 milhões de toneladas de alimentos; e tem 11 mil colaboradores em 35 países. Um dos pontos fortes do grupo é o departamento de logística. Eles têm uma frota considerável de navios e, com isso, garantem segurança e prazo nas entregas. Entre os investidores da COFCO estão braços financeiros de respeito, como a TemasekInternational Finance CorporationStandard CharteredChina Investment Corporation e Hopu Investment Management.

STARTUPS AGRITECH

A Cyklo Agritech aceleradora, focada em startups do agronegócio, tem sido assediada por líderes do mercado internacional, em especial investidores. As startups agritech aceleradas diretamente no campo tem apresentado resultados significativos. A sede da aceleradora de startups fica em Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, na região do Matopiba. O CEO, Pompeo Scola, assim como o gerente de operações Aguinaldo Marques, tem liderado o grupo de 10 startups. De fato, investir no setor é uma grande estratégia. Por enquanto, estão na fase de receber e analisar propostas.

 

DESERTIFICAÇÃO PREOCUPA EUA

Os americanos estão preocupados com a desertificação. Ou seja, novos desertos que tem se formado devido a vários fatores. A preocupação é tamanha que cientistas americanos têm estudado a fundo, a ponto de desenvolver tecnologias e testes para, em alguns casos, fazer com que a terra danificada retorne à sua condição fértil anterior. Além da poluição das grandes indústrias, os EUA sofrem com as secas e outras intempéries naturais. Mas também são vítimas dos próprios erros, ou seja, as históricas práticas precárias de gestão da terra. Com isso vastas áreas se tornaram estéreis e inutilizáveis para a produção agrícola.

Clique aqui para saber mais sobre o assunto.

BAYER AVANÇA EM TECNOLOGIA AGRO

A gigante Bayer se levantou. Parece até aquelas histórias do monstro do lago… olhando de longe, o lago está parado, quieto, mas de repente se levanta das profundezas aquele gigante e tudo é dominado. Pois bem, voltamos para o mundo real. Muita gente lança sites, aplicativos e novas tecnologias, em geral voltadas ao agronegócio. Os produtores ficam até em parte sem saber para que lado ir, quais tecnologias usar. Acabam terceirizando a questão para os administradores, agrônomos e pessoal do backoffice. São tantas licenças de sites, assinaturas de programas, que até parece as revistas impressas de antigamente…A gente assinava várias, mas muitas acabavam na churrasqueira ou ficavam dormindo nas mesinhas de centro. Pra acabar com o blá blá blá, a Bayer lançou a campanha “Dê um Impulso na Fazenda”. A ideia é que os agricultores de todo Brasil possam ter acesso gratuito à licença anual de Climate FieldViewTM (gratuito em termos, pois para fazer parte o agricultor precisa participar do programa de fidelidade Bayer). Trata-se de uma plataforma digital para coletar e processar automaticamente dados de campo, gerando mapas, imagens de satélite e relatórios em tempo real. Se é fácil de usar, se é útil, se funciona etc e tal,  com certeza que sim, porque está associado a uma marca do porte Bayer. Ou seja, vale a pena saber mais a respeito. Fica aqui nossos parabéns a Bayer pela iniciativa.

SYNGENTA TECNOLOGIA

A Syngenta vem na cola da Bayer. Parece aquelas corridas do Ayrton Senna, que tinha sempre no retrovisor o Alain Prost… Pois bem, a Syngenta, assim como a Bayer, também avança no setor de tecnologia. A Syngenta, pertencente à chinesa ChemChina, monitora por meios tecnológicos cerca de 4,5 milhões de hectares no Brasil. A meta é dobrar esse número.

Aliás, a Syngenta acaba de anunciar que escolheu o Brasil para lançar suas novas tecnologias digitais para o agro. Clique aqui para saber mais.

GenesisGroup traz mais tecnologia para o agro

Referência em testes, inspeções, análises, certificações e rastreabilidade para a cadeia do agroalimento, o GenesisGroup também se destaca no campo tecnológico. “Desenvolvemos soluções automatizadas para o controle de qualidade da cadeia de grãos e frutas e verduras, que devem ser oferecidas no mercado ainda este ano”, garante o André Donadel, diretor de Tecnologia da Informação (T.I.) do GenesisGroup.

Diz o André Donadel: “O agro que sempre teve a característica da presença física nos negócios está se transformando. Os produtores inevitavelmente estarão aptos a pensar mais em processos digitais inovadores, tendo a consciência de que estando mais próximo das novas tecnologias estará um passo à frente em termos de eficiência,” ressalta. Como dizem os gaúchos, o pessoal da GenesisGroup não se afrouxa diante da Bayer, nem da Syngenta, e pelas bordas avançam em passos largos. E o pessoal já está longe também, atualmente já tem 4500 pontos de inspeção no Brasil, Paraguai e Argentina. Show de bola.

BIOCOMBUSTÍVEIS

Em 2019, a ministra-conselheira de Economia e Comércio da Embaixada da China no Brasil, Xia Xiaoling concedeu entrevista ao AGROemDIA. Na ocasião, ela disse: “Já há empresas chinesas que atuam na produção de biocombustíveis no Brasil e, caso haja oportunidade, recomendaria a elas investir mais nesses setores brasileiros”.  Resta saber se passado um ano, as “oportunidades” foram ou não reais. Pelo que a gente, o Brasil tem mais brigado do que apaziguado as relações com os chineses. Lamentável. Deveríamos voltar a ser um país de paz e irmandade. Seria bom pra todos os lados. Gosto de refletir sobre os biocombustíveis quando passo ali pelas belíssimas estradas do estado de São Paulo. É lindo de ver os canaviais, que parecem um mar verde.

Clique aqui para ler a entrevista de Xia Xiaoling ao AGROemDIA.

Djalma Cardoso Chueire, veterinário paranaense especializado no setor leiteiro – Foto: Ceva/Divulgação

+ 10 DIAS DE LACTAÇÃO COM VELACTIS

Paranaense de Santo Antônio da Platina, o veterinário Djalma Cardoso Chueire fala com propriedade quando o assunto é leite de vaca. Chueire é filho de gerente de três fazendas da região. Desde criança, o veterinário esteve envolvido com a rotina da pecuária e da saúde animal. Morou em fazenda desde a adolescência. Hoje vive em Cascavel. Como a gente diz, foi criado na teta da vaca.

O assunto leite é sério para o veterinário. Tanto que se especializou em “gestão de propriedades leiteiras” pela Universidade de São Paulo (USP). Convenhamos, que a USP por si só é uma baita referência. Normalmente está em primeiro lugar brasileiro no ranking das melhores universidades do mundo.

Mas vamos ao que interessa, os conhecimentos do veterinário Djalma Chueire. Ele destaca que um dos principais desafios do setor leiteiro é garantir o bem-estar dos animais durante o período de secagem do leite, especialmente em vacas de alta produção. Diz ele: “Nesse período, se não houver o manejo correto, pode haver acúmulo de leite – gerando dores –, gotejamento e risco de desenvolvimento de mastites.”

Produção e lucratividade

“Esses problemas impactam diretamente a produção e a lucratividade das fazendas. Em alguns casos, pode até fazer com que o criador desista da atividade”, afirma o veterinário. Por isso, para garantir o bem-estar das vacas no momento da secagem do leite, Djalma indica o Velactis, que é um facilitador de secagem com tecnologia exclusiva da Ceva Saúde Animal.

Djalma garante que o “Velactis inibe a produção de prolactina e, consequentemente, diminuiu a secreção do leite na glândula mamária, aliviando a dor da vaca após a secagem”. É também interessante que, “com o Velactis, consigo garantir 10 dias a mais de lactação em vacas de alta produção, o que faz uma tremenda diferença em termos econômicos”, pontua Djalma Chueire.

Bom, a nossa conversa já virou propaganda…Mas como não é. Afinal, Chueire não iria colocar seu nome em vão num produto ruim. E o bacana disso tudo é que os testes provam o que ele diz. Em resumo: melhor qualidade de vida para as vacas, maior produção de leite e vamos que vamos. Valeu Chueire! Botamos fé em você.

OPORTUNIDADE DE EMPREGO

A multinacional holandesaBunge está com vagas de emprego e estágio em alguns estados no Brasil.

A Bunge é uma empresa multinacional de agronegócio e alimentos. E é uma das principais empresas do ramo agroalimentar no Brasil. E uma das maiores exportadoras do agro brasileiro. A Bunge comercializa e processa grãos como soja, trigo e milho, e atua em serviços portuários e de logística, além de produzir açúcar e bioenergia.

A Bunge alimentos conta com mais de 20 mil colaboradores em cerca de 100 instalações, entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição e silos, em 17 estados e no Distrito Federal. É detentora de várias marcas, tais como Salada, Soya, All Day, Cardeal, Delícia, Primor, Etti, Salsaretti e Bunge Pro.

Para a maioria das vagas abertas é exigido ensino médio completo, ensino superior completo ou cursando. Eles pedem que de preferência a pessoa tenha, mas não necessariamente, experiência na área. As vagas espalhadas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Clique aqui para acessar as ofertas de empregos da Bunge.

*Jornalista multimídia e consultor de marketing digital voltado ao agronegócio

Contatos:

agroemdia@gmail.com

ricardowegjornalista@gmail.com

AGROemDIA

O AGROemDIA é um site especializado no agrojornalismo, produzido por jornalistas com anos de experiência na cobertura do agro. Seu foco é a agropecuária, a agroindústria, a agricultura urbana, a agroecologia, a agricultura orgânica, a assistência técnica e a extensão rural, o cooperativismo, o meio ambiente, a pesquisa e a inovação tecnológica, o comércio exterior e as políticas públicas voltadas ao setor. O AGROemDIA é produzido em Brasília. E-mail: contato@agroemdia.com.br - (61) 99244.6832

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