Diferença de preços pagos aos produtores por laticínios causa preocupação no RS

Foto: Pixabay

A pecuária leiteira gaúcha vive um momento de oscilação acentuada dos preços pagos aos produtores pelas grandes indústrias lácteas. Este cenário preocupa o coordenador da comissão de leite da Farsul, Leonel Fonseca, que também é membro do Sindicato Rural de Pelotas. Para ele, a situação pode não sustentar as atuais cotações do produto ao longo do segundo semestre, embora as projeções indiquem preços mais elevados até o fim do ano.  

“Num raio de 10 quilômetros, há enorme diferença de comportamento dos laticínios. Para atrair novos fornecedores, há indústrias que pagam preços muito acima do valor de mercado. Ao mesmo tempo, elas têm baixado as cotações dos antigos fornecedores. O pessoal tem que reclamar para não ficar em desvantagem”, diz Leonel.

O coordenador da comissão de leite da Farsul entende que esse desequilíbrio é prejudicial aos produtores. O assunto, antecipou,  já está na pauta de discussão das reuniões do Conseleite. Na sua avaliação, é preciso estabelecer uma política de preços sem flutuações abruptas que levem a uma euforia momentânea seguida de frustrações mais adiante.

Custos de produção

Fonseca enfatiza ainda que havia um certo desconforto com a forma de atuação do Conseleite.  “Hoje, estamos trabalhando para que  o conselho paritário dos produtores e das indústrias de leite do Rio Grande do Sul tenha mais transparência e menos burocracia em sua gestão.”

Ele cita como exemplo dessa atuação os custos de produção, cujos dados levantados pela câmara técnica sobre as atividades dos produtores estão disponíveis para todos os seus membros.

O pecuarista leiteiro de Pelotas informa também que a câmara técnica do Conseleite já está trabalhando na revisão dos custos dos produtores. “Nos dias de hoje, o cálculo dos custos de produção precisa incluir, entre outros itens, gastos com internet e insumos químicos, essenciais à atividade leiteira dentro das propriedades.”

 

 

 

 

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