O dia em que o agro verde e amarelo lotou Brasília para “autorizar” Bolsonaro

Bolsonaro no Movimento Brasil Verde e Amarelo, o Agro e o Povo pela Democracia- Reprodução: YouTube

Da redação//AGROemDIA

Vestidos de verde e amarelo, mulheres e homens do campo lotaram a Esplanada dos Ministérios, na tarde desse sábado (15), para participar de manifestação em apoio ao governo Bolsonaro, com o slogan “Eu autorizo”. Em seu pronunciamento, ele reforçou a defesa de eleições com voto impresso e auditável em 2022. Também destacou que o Brasil não parou na pandemia de covid-19 graças ao agro, que continuou produzindo alimentos, e aos caminheiros, responsáveis pelo transporte de mercadorias.

“Mais uma vez, vocês vêm às ruas para mostrar que sabem o potencial do seu país e aonde ele pode chegar, bem como o que pode ser feito”, discursou Bolsonaro durante o ato. O Movimento Brasil Verde e Amarelo, o Agro e o Povo pela Democracia foi convocado em defesa da “liberdade para o povo brasileiro e o fim dos lockdowns, democracia e eleições com voto impresso e a auditável e Supremo Tribunal Federal decente e Senado altivo.”

Bolsonaro também voltou a defender o voto impresso e a auditável. “Queremos eleições, em 2022, com voto auditável. Se tiraram da cadeia o maior canalha da história do Brasil, se para esse canalha foi dado o direito de concorrer, o que me parece é que, se não tivermos o voto auditável, esse canalha, pela fraude, ganha as eleições do ano que vem”, disse ele, referindo ao ex-presidente Lula e à transparência no processo eleitoral.

“Não podemos admitir um sistema eleitoral passível de fraude. Se o Congresso Nacional aprovar a PEC do voto auditável da Bia Kicis [deputada federal pelo PSL-DF] e ela for promulgada, teremos voto impresso em 2022. A vontade do Congresso e a sua legitimidade têm que ser respeitada por todos”, emendou Bolsonaro, enfatizando seu governo “joga dentro das quatro linhas da Constituição” e defendendo a liberdade da população.

Pandemia e economia

O presidente falou ainda sobre as dificuldades impostas pela pandemia de covid-19 e responsabilizou governadores e prefeitos pelas restrições à atividade econômica. “Esta pandemia não foi fácil, mas conseguimos manter o nível de empregos formais. Já os informais, quase 40 milhões, quem destruiu foram alguns governadores e prefeitos com a sua política, sem qualquer comprovação científica, do fique em casa, a economia a gente vê depois.”

Em seu discurso, Bolsonaro ressaltou a importância do agro e dos caminhoneiros durante a pandemia. “O Brasil se manteve em pé, em grande parte, graças ao homem do campo, que não parou. Graças aos caminhoneiros, que não deixaram de transportar os nossos bens para os quatro cantos do Brasil, bem como para os portos, porque o nosso agro, além de alimentar 200 milhões de brasileiros, alimenta mais de um bilhão de seres pelo mundo todo. O nosso agro irá muito mais longe porque, por parte do governo, encontrou um ambiente saudável.”

Ao longo de seu pronunciamento, o presidente ouviu várias vezes o grito de “Eu autorizo”, sinalizando que os manifestantes o apoiam a tomar medidas para assegurar os direitos constitucionais. “Sei que muitos de vocês querem o imediatismo, a solução rápida para tudo. Hoje meus 22 ministros estão perfeitamente alinhados com o propósito maior de servir à pátria e de preservar a nossa liberdade com sacrifício até da própria vida se necessário”, pontuou Bolsonaro.

Hino Nacional 

Ao final do discurso de Bolsonaro, os manifestantes cantaram o Hino Nacional. O presidente chegou à manifestação a cavalo, acompanhado pela ministra Tereza Cristina (Agricultura) e pelos ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Ricardo Salles (Meio Ambiente), Anderson Torres (Justiça) e Braga Netto (Defesa). Os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, e da Funai, Marcelo Xavier, também participaram do ato.

Lideranças do Movimento Brasil Verde e Amarelo de todo país vieram a Brasília para participar da manifestação. Entre elas, os produtores rurais Jeferson da Rocha (SC), Júlio Nunes (MS), Antônio Galvan, Sérgio Pitt (BA), José Alípio da Silveira (BA), Vitor Gaiardo (GO), Fernando Cadore (MT), Armando Mattielo (MG), Márcio Guapo (MG), Valdir Fries (PR), Gil Reis (PA) e Chico da Capial (AL).

Outros representantes dos produtores, como Vanderlei Ataídes (PA), Nei Magalhãoes (MS) e Marco Sérgio Xavier – este representando a Aproleite GO e os movimentos Construindo Leite Brasil, Aliança e Ação, União e Ação e Inconfidência Leiteira) – também estiveram no ato, além de lideranças dos sindicatos e associações rurais de vários estados. A jornalista Fabélia Oliveira, do programa Sucesso no Campo, foi a apresentadora da manifestação.

As deputadas federais Aline Sleutjes (PSL-PR) e Caroline de Toni (PSL-SC), os deputados federais José Medeiros (Podemos-MT) e Major Vitor Hugo (PSL-GO) e o senador Luis Carlos Heinze (PP-SC) também estiveram na manifestação, que contou ainda com a participação de integrantes da Marcha da Família Cristã pela Liberdade.

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Um comentário em “O dia em que o agro verde e amarelo lotou Brasília para “autorizar” Bolsonaro

  • 17 de maio de 2021 em 07:38
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    Parabéns a todos que se mobilizaram. Não é hora de ficar em silêncio. As forças corruptas, e do atraso, estão se movimentando. Não podemos baixar a guarda.

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