Produtor de soja do PR exporta menos no 1º quadrimestre, mas ganha mais

Foto: Jonathan Campos/AEN/Divulgação

O Paraná exportou 4,4 milhões de toneladas do complexo soja no primeiro quadrimestre do ano. Apesar da redução no volume em comparação com 2020, o produtor paranaense foi mais bem remunerado. É o que mostra o Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do governo paranaense. A análise é referente à semana de 15 a 21 de maio.

O serviço de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat) atualizou os dados sobre a exportação brasileira entre janeiro e abril e apontou que foram embarcadas 38,26 milhões de toneladas do complexo soja (grãos, farelo e óleo). Isso representa aumento de 2,74% em relação ao mesmo período do ano passado.

As exportações do complexo soja renderam ao país US$ 16,02 bilhões. Em divisas, o aumento foi bem maior, com crescimento de 24,23% em relação ao valor recebido no mesmo período do ano passado. Em volume de produtos do complexo soja, a soja em grãos representou 86,41%.

No Paraná, as 4,4 milhões de toneladas exportadas representam redução de 27,42% comparativamente a 2020. Os embarques da oleaginosa do estado somaram US$ 1,86 bilhão. Apesar do menor volume, o produto paranaense foi mais bem remunerado. Cada tonelada exportada foi negociada, em média, por US$ 423,88, acréscimo de 21,36% em relação ao obtido no primeiro quadrimestre do ano passado.

Entre os fatores que contribuíram para um volume menor de exportação de soja paranaense, está a redução na produção em comparação com a safra anterior. Segundo o Deral, os aspectos climáticos também foram determinantes para a queda. O período de estiagem na época da semeadura levou ao atraso no plantio em algumas regiões importantes, o que também atrasou a colheita.

Trigo e milho

O boletim traz informações sobre os reflexos das últimas chuvas na triticultura. Houve avanços na semeadura na região Central e em parte dos Campos Gerais, passando de 9% para 26%. Mas em outras regiões, como Sudoeste, Oeste e Norte, as precipitações foram menores. “Essa situação é preocupante, sobretudo para os locais em que o período estabelecido pelo zoneamento está se encerrando”, diz o Deral.

Sobre o milho, o registro é de preço recorde estabelecido em 14 de maio, com R$ 96,37 a saca de 60 quilos. O valor é 140% superior à média de fechamento do mês de maio de 2020. Internacionalmente, também há valorização do produto, sobretudo em razão da previsão de escassez.

Mandioca e frutas

Para a mandioca, as chuvas de 12 de maio não ajudaram muito, pois nas principais regiões produtoras ficaram abaixo de 10 milímetros. Sem umidade, os agricultores têm dificuldade para a colheita e não conseguem avançar no plantio.

O documento produzido pelo Deral analisa ainda o desempenho do setor de frutas nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa). No primeiro quadrimestre, foram comercializadas 190,8 mil toneladas (4,5% menos que no mesmo período de 2020), com movimentação financeira de R$ 575,9 milhões (15% superior a 2020).

O boletim informa também que as exportações brasileiras de carne bovina no primeiro quadrimestre tiveram aumento de 2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 559.839 toneladas enviadas ao exterior.

*Com informações da AEN

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