Dia do Apicultor: Mel brasileiro ganha força nos mercados doméstico e mundial

Foto: Maria Eugenia Ribeiro/Embrapa

A comercialização de produtos apícolas brasileiros ganha cada vez mais espaço no mercado doméstico e internacional. Mel, própolis, cera, pólen e geleia real conquistaram o paladar de consumidores dos Estados Unidos, Canadá e União Europeia. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), esse é resultado do esforço de milhares de produtores que se dedicam ao setor. Neste sábado (22), quando se comemora o Dia do Apicultor, o Sistema CNA/Senar divulgou nota parabenizando “a todos os profissionais que produzem e contribuem para o aumento da oferta e do consumo de mel no Brasil e no mundo”.

Segundo a CNA, com base nos dados do Ministério da Economia, somente em abril deste ano, o Brasil exportou US$ 22,5 milhões em produtos apícolas, crescimento de 143,9% em relação ao mesmo mês de 2020.

O mel natural puxou o desempenho do setor e foi o campeão de vendas, com exportações de US$ 20,7 milhões em abril (92% do total). Já as ceras de abelha somaram US$ 1,8 milhão no mesmo período. Os EUA foram o principal mercado comprador dos produtos apícolas (67,4% do total). Em seguida aparecem União Europeia (12,4%), Canadá (10,0%), Japão (4,9%) e China (2,2%).

Segundo a CNA, Tesse sucesso no comércio exterior é resultado do trabalho minucioso dos apicultores brasileiros. “Para gerar bons retornos financeiros, a apicultura requer atenção em alguns pontos, como o conhecimento sobre as abelhas, localização dos apiários, gestão da atividade e manejo produtivo das colmeias”, assinala em nota a entidade.

De acordo com o instrutor dos treinamentos de apicultura e técnico de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar em Minas Gerais, Gláucio Gurgel, a criação de abelhas é como qualquer outro investimento dentro da agropecuária. “Todos os cuidados são muito importantes para o sucesso do empreendimento, desde a água de boa qualidade e distância compatível, como também o uso correto de fumaça para não irritar as abelhas.”

Gurgel explica que na apicultura moderna se adota um tripé para a alta produtividade, ou seja, três manejos primordiais para a alta produção: substituição da rainha improdutiva, substituição da cera velha e alimentação artificial. “Temos que entender que na adoção desse manejo os itens são como uma caixa de marcha. Para o funcionamento exemplar, todos precisam ser empregados com a máxima perfeição.”

Por ser considerado um produto artesanal, o mel se enquadra no Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA. Segundo a assessora técnica da entidade Marina Zimmermann, no eixo da regulamentação do programa, a confederação atua para que o novo normativo que trata da concessão do Selo Arte (Lei nº 13.680/2018) aos produtos das abelhas e seus derivados seja condizente com as condições do campo e com o sistema produtivo dos criadores de abelhas.

“Ao estimular que o criador de abelhas requisite o Selo Arte para seus produtos, a CNA pretende desenvolver o conceito da agregação de valor aos produtos das abelhas e o comércio nacional desses produtos. A entidade também apoia o fortalecimento da meliponicultura, que é o sistema produtivo das abelhas nativas brasileiras”, disse Marina.

Os produtos apícolas também fazem parte de uma das cadeias produtivas prioritárias no escopo de atuação do Projeto Agro.BR, uma iniciativa da CNA em parceria com a Apex-Brasil voltada para a internacionalização do agro brasileiro.

Além dos cursos, o Senar tem cartilhas sobre apicultura, que podem baixadas gratuitamente no portal: http://www.cnabrasil.org.br/senar/colecao-senar

*Com informações do Sistema CNA/Senar

AGROemDIA

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