Famato participa da criação do primeiro Plano de Recursos Hídricos de MT

Foto: Divulgação/Famato

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), membro do Gerenciamento Alto Paraguai Médio e Alto Paraguai Superior (GAE) e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Cehidro), participou da rodada de reuniões e oficinas públicas promovidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), entre os dias 25 e 28 de outubro, nos municípios de Mirassol D’Oeste, Barra do Bugres, Denise e Arenápolis. O evento tratou da última fase da construção do Plano de Recursos Hídricos das Bacias do Alto Paraguai Superior e Alto Paraguai Médio (P2 e P3).

O plano já passou por várias etapas. Entre elas, o diagnóstico, prognóstico, plano de ações e manual operativo. Todas elas foram apresentadas em reuniões e oficinas realizadas em anos anteriores. A Famato acompanha esse processo desde o início da implementação. “É importante destacar que esse é o primeiro Plano de Recursos Hídricos da história de Mato Grosso”, ressalta a analista de Meio Ambiente da Famato, Laura Rutz.

Nesta última fase foram apresentados e discutidos o enquadramento para o uso da água dos rios da região. Também foi apresentado um panorama da qualidade dos rios para o momento presente e para o futuro.

Segundo Laura Rutz, a participação do setor produtivo foi de extrema importância, já que o Plano de Recursos Hídricos se encontra na fase de apresentação do produto de enquadramento, ou seja, a fase de classificação dos corpos hídricos. Esse enquadramento corresponde às metas de qualidade da água a partir de seu uso.

“Sabemos dos limites técnicos, econômicos e sociais de cada região e é por esse motivo que a participação da Famato e do produtor rural foram essenciais. Foram vistos e revistos os diferentes interesses e necessidades, respeitando a individualidade de cada uso”, explicou a analista. A expectativa de implementação do plano é até 2038 e essa é a última fase para completar as etapas que irão contemplar a sua criação.

Desafios

Conforme a analista, um dos entraves é a questão orçamentária que ainda não é suficiente para implementar as inovações. Outro fator negativo está no fato de que muitos municípios têm sérios problemas de abastecimento, e em todos eles criticaram a falta de saneamento, assim como a situação precária dos lixões.

A Famato também acompanhou as discussões técnicas sobre os principais efluentes de cada município e como são feitos os monitoramentos qualitativos e quantitativos. “Observamos durante os encontros o importante papel que o produtor rural tem desempenhado no cumprimento de suas obrigações legais, principalmente as ambientais”, enfatizou Laura.

Participaram das audiências e oficinas moradores locais, estudantes, produtores rurais, Sindicato Rural de Arenápolis, supervisor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), representantes da Indústria, associados do Rotary Club de Mirassol D’Oeste e Denise, secretários de Agricultura de Denise e Arenápolis, vereadores de Denise, representantes da Câmara Municipal e Empaer de Nortelândia, superintendência de Recursos Hídricos da Sema, representante do Cehidro pela sociedade civil e o corpo técnico e operacional da Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT).

 

 

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