Sem as compras da China, exportações de carne bovina caem 43% em outubro

Foto: Divulgação/APPA

Sem as compras da China, interrompidas no início de setembro devido ao registro de dois casos atípicos da doença da vaca louca – um em MG e outro em MT –, as exportações brasileiras de carne bovina (in natura e processada) caíram 43% em volume e 31% em receita em outubro, em relação ao mesmo período de 2020, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados do Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia.

Em outubro, conforme a Abrafrigo, os embarques de carne bovina totalizam 108.630 toneladas, com receita de US$ 541,6 milhões. No mesmo mês de 2020, as vendas externas do Brasil alcançaram 189.575 toneladas, com receita de US$ 790,18 milhões.

No mês passado, informa a Abrafrigo em nota divulgada neste sábado (6), houve apenas uma exportação residual, de 27.700 t, para a China – a maior parte destinada à cidade-estado de Hong Kong (19.466 t). “Em setembro de 2021, as exportações para a China – continente e Hong Kong – atingiram o recorde de 132.455 t.”

Acumulado do ano

De acordo com a Abafrigo, no acumulado do ano, as exportações brasileiras do produto já atingiram 1.610.799 t, queda de 2,4% em relação ao mesmo período de 2020, quando os embarques somaram 1.650.215 t.

Mesmo com o recuo em volume, houve um crescimento de 16% em receita, graças aos bons preços do produto no mercado internacional. “Em 2020, a receita até outubro foi de US$ 6,899 bilhões e em 2021 atingiu a US$ 8 bilhões”, diz a Abrafrigo.

Entre os 20 maiores compradores do produto brasileiro, no acumulado do ano, a China, junto com Hong Kong, aparece em primeiro lugar, com 916.938 t, 56,9% do total movimentado pelo país (em 2020 foram 948.224 toneladas).

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com importações de 95.759 t, contra 48.773 t de igual período do ano passado (aumento de 96,3%).

Chile

O Chile é o terceiro maior importador de carne bovina do Brasil. O país vizinho ampliou suas compras em 23,1%, passando de 71.512 t no ano passado para 88.062 t em 2021.

Na quarta colocação, com importações de 51.145 t, está o Egito. As compras daquele país caíram 54,9% em relação a 2020, quando foram embarcadas 113.304 t.

As Filipinas assumiram a quinta posição, aumentando suas compras em 16,5%, passando de 33.778 t em 2020 para 39.336 t em 2021.

Os Emirados Árabes ocupam o sexto lugar, com crescimento de 14,1% na movimentação, que passou de 33.811 t no ano passado para 38.575 t neste ano.

No total, 96 países aumentaram suas compras e outros 71 reduziram as importações, pontua a Abrafrigo.

 

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