Perda de competitividade preocupa setor lácteo gaúcho

Foto: Carolina Jardine/Divulgação

Os reflexos da instituição do Fator de Ajuste de Fruição (FAF) sobre a cadeia láctea gaúcha serão debatidos, na próxima quinta-feira (10), às 9h30, pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS). A discussão foi proposta pelo deputado Zé Nunes (PT), a pedido de representantes do setor, que estão preocupados com os impactos negativos do FAF, criado pelo Decreto 56.177, sobre a competividade a atividade láctea.

Durante a audiência, em formato híbrido (presencial e virtual), o Sindilat/RS, a Apil e o Conseleite, que representam o setor industrial e os produtores do estado, mostrarão os impactos causados com a entrada em vigor do decreto. “Medidas precisam ser tomadas para que o RS deixe de ficar atrás de outros estados, perdendo a sua competitividade. Em 2017, perdemos a segunda colocação na produção brasileira [de leite] para o Paraná e, ano após ano, diminui a distância para Santa Catarina, que ocupa a quarta colocação”, alerta o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, ressaltando a importância de os associados e os conselheiros das entidades participem do encontro.

Segundo o governo gaúcho, “a aplicação do FAF é decorrente da novidade, que tem como principal objetivo estimular a aquisição de insumos e de bens de capital ofertados no Rio Grande do Sul ou importados diretamente pelo estado, de forma a fortalecer a economia local. Por isso, quanto maior participação das aquisições internas ou importações no total das aquisições de um estabelecimento em determinado período, maior o FAF, ou seja, maior o montante de créditos presumidos que esse estabelecimento poderá aproveitar.”

Além dos deputados, outras 10 pessoas deverão participar do debate de forma presencial. Os demais interessados poderão acompanhar o evento através de link que será disponibilizado pela comissão na terça-feira (8/3).

Clique aqui para ler mais sobre o FAF.

 

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