Governo corta imposto de importação de arroz, feijão, carne e outros itens

Da redação, com IG/Último Segundo
Às voltas com uma inflação de dois dígitos, o governo Bolsonaro recorreu, mais uma vez, à redução do imposto de importação para aumentar a oferta e dificultar a alta de preços no mercado interno. O Ministério da Economia anunciou, nessa segunda-feira (23), que decidiu reduzir em mais 10% as alíquotas de mais de seis mil itens que fazem parte da Tarifa Externa Comum (TEC), usada no comércio com países que não fazem parte do Mercosul.
As tarifas reduzidas passam a valer a partir de 1º de junho, com vigência até 31 de dezembro de 2023. Estão incluídos produtos como feijão, carne, massas, biscoitos, arroz, materiais de construção civil, entre outros. Ficaram de fora itens que estão em regimes de exceção no Mercosul, como automóveis.
Segundo o Ministério da Economia, além da inflação, a medida tem por objetivo atenuar os impactos decorrentes da pandemia de Covid-19 e do conflito na Ucrânia sobre o custo de vida da população e preços de insumos do setor produtivo.
Esta é a segunda rodada de diminuição da TEC. Na primeira, realizada em novembro do ano passado, houve uma redução de 10%. Isso significa que há uma queda acumulada de 20%.
Especialistas dizem que a redução do imposto de importação terá pequeno impacto na inflação.

