Dia Mundial do Leite: Castrolanda destaca importância socioeconômica do alimento

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Nesta quarta-feira (1º), comemora-se o Dia Mundial do Leite. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), em 1º de junho de 2001, para incentivar a produção global de lácteos. O Brasil está entre os 10 maiores produtores de leite do planeta e tem mais de 1 milhão de propriedades rurais que se dedicam à atividade em praticamente todos os seus municípios, de norte a sul do país.

“O leite é o primeiro alimento fornecido ao ser humano e um dos mais completos da cadeia alimentar. Um copo de leite de 250 ml pode suprir até 48% das necessidades proteicas de uma criança de seis anos, além de possuir micronutrientes fundamentais no desenvolvimento humano”, destaca a Cooperativa Castrolanda, lembrando que a data já era celebrada nacionalmente em outros países, principalmente da União Europeia.

Uma das maiores cooperativas do segmento leiteiro, a Castrolanda informa, em nota, que produziu 435,562 milhões de litros de leite em 2021. “Atualmente, são mais de 400 propriedades ativas de cooperados nos estados do Paraná e de São Paulo, regiões de atuação da cooperativa. A média diária de produção por fazenda gira em torno dos 3 mil litros.”

Segundo o gerente de Negócios Leite da Castrolanda, Eduardo Ribas, os dados refletem o suporte que a cooperativa oferece aos seus cooperados. “O papel da cooperativa na produção de leite é ser um ponto de apoio ao cooperado no que ele necessitar, estando ao lado para auxiliar, fortalecer e enriquecer os negócios”.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no que diz respeito à representatividade na agropecuária brasileira, o leite está entre os seis produtos mais importantes, à frente do café beneficiado e do arroz.

Foto: Castrolanda/Divulgação

Capital Nacional do Leite

Quando se fala em produção de leite no Brasil, o município de Castro é o primeiro a ser mencionado. “A Castrolanda está na bacia leiteira mais tecnificada do Brasil, na Capital Nacional do Leite, título oficializado em 2017 por decreto do Congresso Nacional”, assinala a cooperativa.

“Os altos níveis de qualidade do leite, cuidados com nutrição e manejo, assistência técnica especializada, índice de eficiência do produtor, entre outros fatores, fazem com a cooperativa apresente uma média de crescimento anual de 10% na produção do alimento. O número é cinco vezes maior do que a média nacional.”

Para absorver a alta produção, há as duas Usinas de Beneficiamento de Leite (UBLs), localizadas em Castro-PR e Itapetininga-SP. Já os produtos lácteos fazem parte da intercooperação com as cooperativas Frísia e Capal, que formam a marca institucional Unium. Um deles é o leite UHT Naturalle, o primeiro do Brasil com 0% aditivo.

Qualidade e Assistência Técnica

“Além da alta produtividade, o compromisso com a qualidade do leite é um dos diferenciais da Castrolanda. Um exemplo é o Programa Mais Leite Saudável, do Ministério da Agricultura. Baseado na arrecadação de PIS/Cofins, parte dos recursos são empregados nas propriedades para melhorar a qualidade do leite e questões relacionadas à parte sanitária da cadeia”, ressalta a cooperativa.

Neste processo, a Castrolanda, em uma das etapas do programa, oferta aos produtores um pasteurizador de leite e colostro, com o objetivo de melhorar a criação de bezerras, pensando no desenvolvimento e bem-estar animal.

“A assistência técnica especializada e próxima do produtor prestada pela Área de Negócios Leite da Castrolanda também atua diretamente nos altos índices de qualidade do leite e, mais do que isso, auxilia para que os cooperados tenham cada vez mais facilidades nas tomadas de decisão e na gestão da propriedade”, pontua.

Com os perfis extensionista e especialista, a assistência consegue atender tanto as demandas dos grandes como dos médios e dos pequenos produtores, explica o coordenador da Assistência Técnica, Marcos Koch. “Tratamos de uma maneira mais completa a vivência dentro das propriedades. Isso também gera credibilidade a partir de um alinhamento que vem sendo construído com as demandas dos produtores”, ressalta Koch.

Foto: Castrolanda/Divulgação

Mais conhecimento para os produtores

Os eventos realizados pela área também fazem com que os produtores, técnicos e profissionais da área obtenham cada vez mais conhecimentos e estejam sempre atualizados com relação às novas tecnologias.

O Agroleite, evento técnico voltado a todas as fases da cadeia do leite e considerado a vitrine da tecnologia leiteira na América Latina, retoma a realização presencial neste ano, de 16 a 20 de agosto, na Cidade do Leite, em Castro. O evento, que já faz parte do calendário da cooperativa há 20 anos, contempla exposição de animais, torneio leiteiro, leilão, dia de campo, dinâmica de máquinas, fóruns e seminários.

Em 2022, também está sendo realizado, mensalmente, o Fórum Internacional de Bovinos Leiteiros – Do Brasil para o Mundo, iniciativa com palestras ministradas por brasileiros renomados na pecuária leiteira internacional. Os encontros transmitidos online permitem que os participantes interajam, tirem dúvidas e troquem experiências sobre a produção de leite.

Sucessão familiar

Além do incentivo à sucessão familiar pela cooperativa como um todo, por meio das atividades voltadas aos jovens cooperativistas, os Negócios Leite promovem o Clube de Bezerras. O projeto tem como objetivo incentivar a participação de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos na produção leiteira e envolve filhos de cooperados e demais jovens da comunidade. A apresentação dos animais é realizada em pista durante o Agroleite e na propriedade.

Geração de emprego e renda

Os números de produção leiteira na Castrolanda não se devem apenas aos grandes produtores, mas também os pequenos e médios, destaca o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman. “O leite é uma atividade extremamente interessante, porque mesmo um produtor que tem uma pequena área consegue alavancar a produção na sua propriedade. Então, com essa atividade, nós damos oportunidade para que pequenos, médios e grandes produtores evoluam.”

A cadeia leiteira se consolidou na região com a estruturação realizada por produtores e cooperativa e gera emprego e renda. “Hoje, um volume acima de 1 milhão de litros de leite é coletado diariamente pela Castrolanda. Financeiramente, isso tem um movimento grande que dá suporte para muitas famílias que são sustentadas por meio desse trabalho diário, sejam elas diretamente vinculadas à atividade ou por prestação de serviço que compõe o agronegócio como um todo”, explica o supervisor de Projetos da Área de Negócios Leite da Castrolanda, Augusto Meierjurgen.

Para Eduardo Ribas, ter o título de Capital Nacional do Leite como o município de maior produtividade no Brasil também mostra como a atividade movimenta a economia. “Por meio dos cooperados, a Castrolanda contribui com o município fomentando o negócio para que cada dia seja produzido mais leite. Então, ser Capital Nacional do Leite não é só um título de produtividade, é um título que nos deixa felizes porque a economia também está se movimentando”.

*Da redação, com Castrolanda

AGROemDIA

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