Notícias climáticas não divulgadas pela grande mídia
Gil Reis*
Os terroristas climáticos, especializados na divulgação de lendas e mitos, conseguiram convencer a grande mídia com argumentos frágeis ou outros argumentos menos decentes. Há fartos recursos de organizações e empresas interessadas no pânico humano para alimentar a grande mídia com argumentos menos decentes. Na realidade o que não é publicado na grande mídia contrariam ponto por ponto e linha por linha tudo o que é publicado. Com a conscientização da população mundial pelo andar da carruagem a grande mídia a cada dia fica mais desmoralizada e os leitores passam a dar preferência para mídia alternativa veiculada nas redes sociais.
O site Daily Skeptic publicou, em 21 de novembro de 2024, a matéria “Velocidades do vento caindo, precipitação semelhante à de um século atrás – as notícias climáticas que você não ouvirá na grande mídia”, assinada por Chris Morrison, editor de meio ambiente do Daily Skeptic, que transcrevo alguns trechos para benefício dos leitores.
“Voltando aos tempos bíblicos e além, grandes inundações e tempestades eram as punições prometidas para aqueles que pecavam contra as ortodoxias e crenças da moda. É claro que é uma escolha natural para os profetas modernos da desgraça climática. Desnecessário dizer que fatos científicos inconvenientes não são bem-vindos na Igreja dos Últimos Dias do Net Zero, então os alarmistas são advertidos a parar de ler aqui. O resto de nós pode digerir a pesquisa recente de Paul Homewood sobre o clima britânico em 2023 e publicada pela Global Warming Policy Foundation. Isso observa que o aumento do nível do mar não está mostrando aceleração em escalas multidecadais e a precipitação não está se tornando mais extrema, enquanto as tempestades se tornaram menos poderosas nos últimos anos.
Ficou um pouco mais quente do que costumava ser, observa Homewood, ‘mas o clima do Reino Unido mudou muito pouco nos últimos anos’. As tendências de longo prazo são ofuscadas pela variabilidade natural do clima britânico, ele continua, e não há evidências de que o clima esteja se tornando mais extremo. ‘Nada nos dados indica que o clima se tornará mais extremo no futuro’, ele conclui.
Homewood observa que os níveis do mar têm subido entre 1,3 mm e 2 mm por ano em todo o Reino Unido após levar em conta o movimento vertical da terra, e não houve aceleração na taxa de aumento em escalas multidecadais. Mas o aumento do nível do mar é um golpe fácil para os alarmistas climáticos que promovem a fantasia política Net Zero. Os moradores de Gloucester ficaram alarmados em 2022 com as reportagens de jornais locais de que sua Catedral, situada a 19 metros acima do nível do mar, seria inundada até 2050. No mesmo ano, o Mirror aumentou a alegria da nação com uma história afirmando que grandes partes das Midlands estariam submersas. Cidades costeiras em Hampshire, Essex, Sussex e Kent estavam em sério risco, foi alegado. Bélgica, Alemanha, norte da França e metade da Holanda ‘devem estar submersas até 2100’.
Tudo isso é trabalho do Climate Central, uma operação financiada pelo Green Blob especializada em histórias prontas para publicação para jornalistas particularmente sonolentos. Em suas próprias palavras, ele ‘fornece informações confiáveis para ajudar o público e os formuladores de políticas a tomarem decisões acertadas sobre clima e energia’. Além de gargalhadas, parece que temos que agradecer ao Climate Central pelo estabelecimento no Reino Unido do World Weather Attribution. Ele afirma ter ‘iniciado conversas com pesquisadores líderes e jornalistas importantes sobre trazer a ciência da atribuição para o ciclo de notícias’. Raramente o dinheiro do Green Blob poderia ter sido melhor gasto. A pseudociência de atribuir eventos climáticos individuais às mudanças climáticas causadas pelo homem está bem estabelecida com ‘jornalistas importantes’ prontos para vender todas as alegações improváveis sob a bandeira de cobertura de ‘cientistas dizem’.
Enquanto isso, de volta ao mundo real, não é aparente que o aumento do nível do mar no Reino Unido e em outros lugares — relativamente pequeno comparado ao de apenas 4.000 anos atrás — represente muito perigo no futuro próximo. Muitas ilhas do Pacífico estão crescendo em tamanho devido à acreção natural, enquanto um artigo científico publicado recentemente publicou a notícia surpreendente de que Bangladesh, de baixa altitude, cresceu em tamanho nos últimos 34 anos em 3.274 km 2 para atingir 137.656 km2. Bangladesh e sua posição na Baía de Bengala há muito tempo são um alarme de cartaz para inundações costeiras e deslocamento populacional. No entanto, a grande maioria da expansão recente da terra é mostrada como consequência do recuo dos níveis relativos do mar ao longo das costas e do crescimento sincronizado da terra costeira em direção ao mar.
No início deste ano, um meteorologista sênior do Met Office disse à BBC que as tempestades no Reino Unido estavam se tornando ‘mais intensas’ devido às mudanças climáticas. Na verdade, o oposto é verdadeiro, com Paul Homewood observando que isso é confirmado pelo Met Office, que deixou claro que a tempestade Burns em 1990, a tempestade do Boxing Day em 1998 e a Grande Tempestade de 1987 foram muito mais severas do que qualquer tempestade na última década.
Sem dúvida, modelos de computador estão por trás dessa previsão de bola de cristal, mas a evidência real de tendências recentes sugere algo mais modesto. Homewood observa que a precipitação anual na Inglaterra e no País de Gales vem aumentando desde 1980, mas a média de 10 anos está em um nível semelhante a períodos anteriores, como as décadas de 1870 e 1920. Houve um aumento significativo na precipitação na Escócia durante a década de 1980, ele observou, mas houve pouca mudança na tendência desde então. Enquanto isso, as tendências de precipitação na Irlanda do Norte mal mudaram desde 1931. Quanto à precipitação se tornar “mais intensa”, Homewood observa que na Inglaterra e no País de Gales apenas sete dias excederam 30 mm desde que os registros começaram em 1931, mas nenhum deles ocorreu desde 2000.”
A matéria assinada por Chris Morrison traz informações espantosas que jamais tivemos acessos na grande mídia e chegam a ser escandalosas para aqueles que não acompanham os sites e articulistas internacionais. A maioria de nós sabe que até hoje as previsões climáticas tenebrosas jamais se concretizaram. Naturalmente houve um maior aquecimento global e estão havendo alterações climáticas, principalmente, depois que os cientistas sérios confirmaram que o eixo do planeta se alterou. Já era esperado o efeito colateral do deslocamento do eixo.
Organizações climáticas sérias que fazem previsões de tempo para o dia seguinte erram em grande parte mesmo usando bons computadores. Se as previsões de tempo para o dia seguinte via de regra erram como se atrevem a prever as alterações climáticas daqui a décadas?
“O ambientalismo é uma ideologia de elite, e o medo da mudança climática é uma preocupação apenas das camadas mais altas da sociedade. O resto de nós acha isso implausível, um tanto ridículo e manifestamente egoísta”, Ben Pile jornalista investigativo.
*Consultor em Agronegócio
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

