Crédito para cooperativas com recursos obrigatórios passa a R$ 800 milhões

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Taxa de crédito à estocagem de produtos agrícolas ficou em 8,5% ao ano – Pixabay

O governo federal revisou as normas que limitavam o acesso das cooperativas agropecuárias ao crédito rural por meio do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018. Além do custeio, o sistema cooperativista terá acesso ao financiamento para operações de comercialização e de industrialização com recursos obrigatórios. O teto de financiamento também foi alterado e aumentou, como reivindicavam os representantes do cooperativismo agrícola. O limite de acesso das cooperativas aos recursos obrigatórios passou de R$ 600 milhões para R$ 800 milhões por operação. As decisões foram aprovadas por meio de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Também foram eliminados limites escalonados para as próximas safras e as subexigibilidades de destinação de recursos obrigatórios para as cooperativas de, no mínimo 20%, e 25%, no máximo.

De acordo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, entre outras medidas que atendem pleito do setor, está o fim da exigência de lista prévia nos financiamentos destinados à aquisição de insumos para fornecimento a cooperados.

Foi aprovado o retorno da destinação de recursos obrigatórios para financiamentos de industrialização, com juros de até 9% a.a., e de comercialização, com juros de até 8,5% a.a., aos produtores rurais e suas cooperativas, destinados à estocagem de produtos agrícolas.

O CMN aprovou ainda o crédito com juros de até 9% às cooperativas para adiantamento a cooperados por conta de produtos entregues para venda à cooperativa. No Plano Agrícola e Pecuário (PAP 2017/2018), essas destinações não estavam contempladas.

Agroindústrias

O crédito de comercialização às agroindústrias para a formação de estoques terá como fonte recursos livres ou oriundos da emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), com juros de até 12,75% ao ano.

A decisão do governo mantém o limite de custeio por produtor integrado na atividade de suinocultura (R$ 150 mil) e altera o limite dos R$ 150 mil, que vigorava na avicultura, para R$ 110 mil ou R$ 200 mil, se houver duas ou mais atividades integradas.

As informações individualizadas que as cooperativas devem apresentar ao financiador, sobre o valor do crédito para cada cooperado, serão efetivadas após a realização da operação. Antes as cooperativas tinham que informar o valor dos financiamentos previstos para cada cooperado.

Da redação, com informações do Mapa

 

 

 

 

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