MS quer pesca com sustentabilidade e sem venda ilegal

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Combate à pesca irregular mobiliza PM – Emerson Cerutti/Gov.MS

Mato Grosso do Sul deve lançar ainda este ano uma ambiciosa política de pesca focada na sustentabilidade e no combate à captura indiscriminada das espécies e no comércio ilegal de peixes nativos. Uma das primeiras medidas é o levantamento do tamanho dos cardumes das cinco principais espécies dos rios sul-mato-grossenses (pintado, pacu, dourado, cachara e jaú) e do número de pescadores profissionais em atividade no estado.

A política de pesca deve ser anunciada antes da próxima Piracema– período de reprodução das espécies em que é proibido pescar em todos os rios de MS e que vai de novembro a fevereiro de 2018. A proposta está sendo elaborada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e,  de acordo com o governo do estado, é inédita no país.

“Ao identificarmos a quantidade de pescadores e o tamanho de nossos cardumes, teremos uma projeção do que é possível capturar de cada espécie, de forma a haver compatibilidade com sua capacidade de reprodução, sem colocá-la em risco de extinção”, diz o diretor-presidente do Imasul, Ricardo Eboli.

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Levantamento vai apurar  tamanho dos cardumes – Agrae/MS

Rastreabilidade e selo

Isso permitirá ao Imasul implantar um sistema de rastreabilidade do peixe desde a captura no rio até o consumo em restaurantes ou venda em peixarias. Cada exemplar receberá um selo com informações de quem o capturou e para quem foi vendido. O comércio de peixe sem selo pode resultar em apreensão e punição, caso haja flagrante de crime ambiental.

“Não é prático percorrer todos os rios de barco tentando inibir a pesca discriminatória. Precisamos é coibir o comércio de peixes. Quando ninguém mais comprar um peixe capturado ilegalmente, nossa missão de cuidar dos recursos naturais estará garantida”, destaca Eboli. Também será estabelecido um tamanho máximo para captura dos peixes, acrescentou.

O assunto foi debatido em audiência na Assembleia Legislativa de MS no fim de agosto. A reunião foi convocada por meio de requerimento do deputado estadual Renato Câmara (PMDB). Representantes da Federação dos Pescadores e Aquicultores de Mato Grosso do Sul e de colônias de pescadores e autoridades estaduais e federais participaram da audiência.

“O controle tem o apoio dos pescadores profissionais”, assegura Eboli, que conversou com os representantes dos pescadores sobre a política de pesca a ser anunciada pelo governo de MS. “Precisamos conservar os recursos naturais. Caso contrário, nem a atividade pesqueira haverá mais. Ficamos muito tempo só pensando em nós e nos esquecemos do peixe.”

Da redação

 

 

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