Indicação de Marun como relator provoca  abandono da CPMI da JBS

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Marun garante independência na condução dos trabalhos – Billy Boss/Câmara dos Deputados

A indicação do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) – membro da base de apoio do presidente Michel Temer – para ser o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga se houve irregularidades nas operações entre o grupo J&F e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) causou descontentamento no Congresso Nacional.  Pouco depois do anúncio da escolha de Marun, os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) deixaram de fazer parte da CPMI.

“Sei que a minha indicação desagradou alguns membros da CPMI e do Parlamento. Isso não me causa surpresa. A política tem dois lados e um muro. Sempre fiz questão de ter um lado”, disse Marun, ao assumir a relatoria. Ele afirmou se sentir “completamente independente” para o exercício da função.

Ao justificar sua saída, Otto Alencar afirmou que o encontro do presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), com Temer, no sábado (9), enfraquecia a condução dos trabalhos do ponto de vista moral. “Dentro desta CPMI chapa-branca, estou pedindo a retirada do meu nome para não participar dessa farsa.”

Oliveira disse não ter comentado com o presidente da República sobre os trabalhos da comissão, mas sobre a duplicação de uma rodovia. “Quantas vezes o presidente Michel me convidar para tratar de coisas do meu estado, eu irei.” Reconheceu, porém, que conversou sobre os trabalhos do colegiado ao final da reunião com o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy.

O senador tocantinense criou duas sub-relatorias na CPMI. O deputado Delegado Francischini (SD-PR) assumirá a sub-relatoria de contratos da JBS, englobando BNDES e BNDES-Par, e o deputado Hugo Leal (PSB-RJ) ficará com a sub-relatoria de assuntos fiscais, previdenciários e agropecuários.

O grupo J&F, dirigido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, controla o frigorífico JBS e outras empresas. A CPMI vai investigar as operações da holding com o BNDES ocorridas entre os anos de 2007 e 2016.

A comissão de deputados e senadores vai investigar também o acordo de colaboração premiada do Ministério Público Federal com executivos das empresas.

Da redação, com Agência Câmara Notícias

 

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