Tecnologias e pesquisas precisam chegar aos pequenos e médios produtores

O Brasil precisa ter políticas específicas para incentivar a oferta de veterinários e agrônomos, além de facilitar o acesso às novas pesquisas e tecnologias no campo, como sementes, equipamentos e adubos.
A conclusão é dos participantes de audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), nessa terça-feira (26). Segundo eles, nem sempre a evolução científica e tecnológica contempla todos os produtores.
Muitos avanços ainda não chegam aos pequenos e médios produtores, disse o presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Valmisoney Jardim. “É preciso fazer com que as pesquisas já existentes cheguem até o produtor.”
Jardim enfatizou ainda não se referia à tecnologia só de máquinas e implementos. “Muitas vezes é a maneira do produtor gerir a propriedade e cuidar do seu rebanho, do alimento que ali é produzido, que ele cuida dos recursos naturais existentes na sua propriedade. Isso é utilizar tecnologia.”
Os senadores assinalaram que a modernização no campo ajuda a aumentar a produção de alimentos e a renda dos trabalhadores. A senadora Ana Amélia (PP-RS) destacou a importância das novas tecnologias nas lavouras e nos rebanhos.
“Hoje, de toda a produção agropecuária brasileira, da agricultura familiar, do quilombola, de tudo, 68% é tecnologia. Por isso, chegamos aonde chegamos”, enfatizou ela.
Até o final deste ano, a CRA deve analisar os problemas e prioridades da pesquisa agropecuária no Brasil. A ideia, segundo o presidente da comissão, senador Ivo Cassol (PP-RO), é sugerir mudanças na lei para aperfeiçoar a política do setor.
