No Dia Mundial da Alimentação, FAO debate o futuro das migrações

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) promove nesta terça-feira (10) o Dia Mundial da Alimentação com o tema “Mudar o futuro da migração: investir em segurança alimentar e desenvolvimento rural”.

O evento é promovido em parceria com governo do Distrito Federal e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), no Salão Branco do Palácio do Buriti, em Brasília, das 9h às 12h.

Todos os anos, no Dia Mundial da Alimentação, a FAO coloca em debate um tema de relevância para a sociedade em geral. Em 2017, a organização convida a uma reflexão sobre os impactos dos deslocamentos humanos na atualidade.

O evento contará com uma palestra do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e cardeal arcebispo de Brasília, dom Sérgio Rocha.

A migração tem sido amplamente debatida dentro da Igreja Católica por incentivo do Papa Francisco, que fará um pronunciamento ao Dia Mundial da Alimentação em Roma, no dia 16 de outubro, data que marca a fundação da FAO no mundo, em 1945.

A celebração no Brasil contará também com a presença do chefe de cozinha Alex Atala, que apresentará o projeto “Fruto: as possibilidades de alimentar o mundo”. Além disso, na oportunidade, a ONU Mulheres apresentará a campanha de combate a violência contra as mulheres Outubro Laranja.

Dados da migração mundial

– Em 2015, havia 244 milhões de migrantes internacionais. Um aumento de 40% em relação ao ano 2000.

– O número de pessoas que migram dentro de seus próprios países foi estimado em 763 milhões em 2013, ou seja, havia mais migrantes internos do que internacionais.

– Cerca de um terço de todos os migrantes internacionais tinham entre 15 e 34 anos. Quase metade eram mulheres.

– Em 2015, os migrantes enviaram mais de US$ 600 bilhões em remessas a seus países de origem. Desse total, os países em desenvolvimento receberam cerca de US$ 441 bilhões, quase três veze o montante da assistência oficial ao desenvolvimento.   – Um grande número de migrantes vem das áreas rurais, onde mais de 75% dos pobres e pessoas com insegurança alimentar dependem a agricultura e subsistência baseada em recursos naturais.

– A maioria dos migrantes, internacionais ou internos, provém do Oriente Médio e Norte da África. Ásia Central. América Latina e Europa Oriental.

– Em 2015, 65,3 milhões de pessoas em todo o mundo foram deslocadas por conflitos e perseguições, inclusive mais de 21 milhões de refugiados, três milhões de pessoas solicitando asilo e mais de 40 milhões de pessoas deslocadas internamente.

– Um quarto dos refugiados vivem em três países: Turquia, Paquistão e Líbano. – Em 2015, mais de 19 milhões de pessoas foram deslocadas internamento devido a desastres naturais. Entre 2008 e 2015, em média, 26,4 milhões de pessoas foram deslocadas anualmente por desastres relacionados ao clima.

Dados da migração no Brasil

– A maior saída do campo para a cidade foi registrada entre as décadas de 1960 e 1980.   – Dados do último censo demográfico do IBGE (2010), mostram que a taxa de migração campo-cidade por ano, no início de 2000, era de 1,31%, caiu para 0,65% em 2010.

– De 1980 a 2010 a população rural passou de 39 milhões de pessoas para 29,8 milhões. Isso representa um deslocamento no período de 9,2 milhões de pessoas. Dos anos 2000 a 2010, a população rural apresentou uma redução de 2 milhões de pessoas. Em 2000 era de 31,8 milhões e em 2010 de 29,8 milhões. (Censo 2010 IBGE).

– Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE mostram que 31 milhões 294 mil pessoas vivem no campo atualmente. Em 2011, 29 milhões 749 mil vivam em áreas rurais.  – 491.645 brasileiros deixaram o país, sendo 226.743 homens e 264.902 mulheres. Os principais destinos foram: Estados Unidos, Portugal e Espanha. (Censo IBGE 2010).

– A Receita Federal também registrou, entre 2014 e 2016, a entrega de mais de 55 mil Declarações de Saída Definitiva do País, um crescimento de 81,61% na comparação com os três anos anteriores. Crise econômica e alta no desemprego são os principais motivos da partida.

– Segundo dados da Polícia Federal, o país abriga 1.847.274 imigrantes regulares. Mais de 117 mil estrangeiros deram entrada no país apenas em 2015, um aumento de 160% em dez anos. Os haitianos estão no topo da lista: foram com 14.535 registrados pela PF. Os bolivianos ocupam o segundo lugar com 8.407, seguidos pelos colombianos (7.653), argentinos (6.147), chineses (5.798), portugueses (4.861) paraguaios (4.841) e norte-americanos (4.747). De maneira geral, os imigrantes que dão entrada no Brasil são jovens, homens e com nível de escolaridade médio ou superior. As regiões Sul e Sudeste são as que mais absorvem trabalhadores imigrantes.

– Segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2015), a unidade da federação com o maior percentual de imigrantes, em proporção, é o Distrito Federal. Os estados do Norte e do Centro-Oeste estão no topo do ranking da migração interna.

 

 

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