Especialistas discutem alimentação saudável nas escolas

Promover a alimentação saudável nas escolas por meio da inclusão do tema nos currículos escolares e do engajamento de diversos atores e governos; estimular a comida de verdade e os alimentos culturalmente tradicionais e locais; e fortalecer a agricultura familiar para a comercialização para a alimentação escolar.
Estas foram algumas das recomendações discutidas ao longo de três dias por cerca de 250 profissionais das áreas de nutrição e educação do Brasil e de 24 países da América Latina e do Caribe que participaram do Congresso Internacional de Alimentação Escolar: caminhos para a educação alimentar e nutricional, em Brasília.
Os participantes também destacaram a alimentação escolar como um direito e a responsabilidade do Estado, assim como a inclusão do tema educação alimentar e nutricional em um marco político que garanta sua aplicação e recursos. Nas recomendações finais do evento também defenderam o estímulo às hortas escolares e familiares como ferramenta de educação alimentar.
Cooperação internacional
Na abertura do congresso, o representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Alan Bojanic, ressaltou que a cooperação internacional existente entre a FAO e o governo do Brasil vai muito além do aporte financeiro. A parceria, assinalou, tem impactado e gerado resultados efetivos e mudanças na alimentação de crianças latinas e caribenhas durante a primeira infância, o que é essencial para a garantia da segurança alimentar e o desenvolvimento saudável.
“Não há nada mais importante para as crianças, nos primeiros anos de vida, do que a alimentação escolar. Essas experiências com os países têm se traduzido em leis, programas, iniciativas municipais, entre outras ações. Além disso, a alimentação escolar gera circuitos curtos virtuosos como é o caso da agricultura familiar que tem a possibilidade de comercializar seus produtos para o cardápio das escolas”, disse.
O congresso foi uma atividade do projeto executado pela FAO e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação do Ministério da Educação (FNDE/MEC), com apoio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), para o fortalecimento de Programas de Alimentação Escolar América Latina e Caribe, no âmbito do Programa de Cooperação Internacional. Atualmente, 13 países são parceiros do projeto.
Executado há mais de 60 anos, o Programa Nacional de Alimentação Escolar do Brasil (PNAE), gerido pelo FNDE, é uma referência de programa para planejamento e execução das ações do projeto de cooperação técnica internacional. Atualmente, mais de 42 milhões de estudantes em todo o Brasil recebem alimentação diariamente nas escolas. Neste contexto, a agricultura familiar tem papel importante na venda de sua produção para a alimentação escolar.
