Cientistas tentam frear degradação do solo no Nordeste

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Foto: Liliane Belo/Embrapa

Durante quatro dias, de segunda (27) a quinta-feira (30) deste mês, cientistas discutirão, em Teresina, saídas para frear a degradação do solo no Nordeste. O Plano Nacional de Combate à Desertificação (PNCD) considera que a grande maioria das terras suscetíveis à desertificação se encontra em áreas semiáridas e sub-úmidas da região.

Cerca de 181 mil Km2 (aproximadamente 20 % do semiárido nordestino) se encontram em processo de desertificação, representando um desafio para o aumento da produtividade e para a melhoria do uso de recursos naturais. Na maior parte dessas áreas predominam solos rasos e uma cobertura vegetal esparsa de caatinga.

O processo de desertificação se deve à irregularidade das precipitações pluviométricas, condições de fertilidade do solo e pressões populacionais em um ambiente tipicamente frágil, agravando-se nos últimos anos devido à seca, observa o pesquisador da Embrapa Luciano Accyoli.

Soluções deverão ser discutidas durante a IV Reunião Nordestina de Ciência do Solo (IVRNCS), que ocorre paralelamente ao I Simpósio Piauiense de Ciência do Solo. O tema da reunião é o Uso Sustentável do Solo para Segurança Alimentar no Nordeste Brasileiro.

O chefe-geral da Embrapa Meio-Norte, Luiz Fernando Leite, fará a conferência de abertura sobre Solos Inteligentes: Um Complexo Desafio para a Segurança Alimentar e a Saúde Humana. Além de palestras, haverá mesas redondas, minicursos e apresentação de trabalhos acadêmicos.

O evento abordará aspectos importantes como educação em solos, tipos de solos no Brasil, análises, suprimentos, nutrientes, degradação, agricultura familiar e biomas. “Para termos produção vegetal e animal, o solo deve ser manejado com sustentabilidade satisfatória e sem qualquer degradação”, diz Henrique Antunes, pesquisador da Embrapa e coordenador técnico da reunião.

 

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