Programa de estágio da Aprosoja é salto para o mercado de trabalho

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Foto: Divulgação/Aprojsoja

Após cinco meses em campo, 11 estudantes de agronomia apresentaram à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) os resultados de suas experiências durante o programa de estágio Agro do Futuro. Com formato diferenciado, os estudantes têm a oportunidade de participarem de todo o ciclo da produção da soja, desde os cuidados com o solo, passando pelo plantio, até a colheita do grão.

Neste ano, as apresentações foram divididas em duas etapas. Uma ocorreu no dia 30 de janeiro, com estudantes de universidades de outros estados, e a segunda foi no dia 15 de fevereiro, com alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Uma novidade desta edição é que cada um deles também apresentou os resultados de suas experiências na sede das fazendas onde ficaram.

“Como o estágio sempre termina na época da colheita da soja, grande parte dos produtores rurais não consegue vir até Cuiabá para assistir às apresentações. Então, encontramos nessa alternativa um espaço de troca de experiências, tanto para os estudantes como para os agricultores”, destaca a gerente de Pesquisa e Gestão de Propriedades, Cristiane Sassagima.

Em sua quarta edição, o programa é um marco para os estudantes e um salto para o mercado de trabalho. “Em edições anteriores, muitos já saíram empregados e, nesta, não seria diferente. “Dos onze que participaram, um já foi contratado e quatro estão avaliando propostas de emprego. O Agro do Futuro tem o objetivo de colocar em prática o que eles aprendem na universidade, mas também suprir a mão de obra nas propriedades rurais”, afirma Cristiane.

De acordo com os estudantes, o programa, na verdade, vai até mesmo além do que aprendem na sala de aula. “Fiquei na região leste, que começa o plantio mais tardiamente do que em outras regiões de Mato Grosso. Então, tive a oportunidade, por exemplo, de participar da manutenção dos maquinários, calibração das máquinas, adubação antes do plantio. Também participei dos testes de germinação, tratamento de sementes, enfim, todo o acompanhamento da lavoura”, conta João Pedro Kroling, da UFMT, que ficou na Fazenda Monique, em Nova Xavantina.

“De fato, pude ver na prática aquilo que vi na universidade, porém de uma maneira muito mais dinâmica. Consegui absorver muito mais conhecimento no dia a dia na fazenda do que na universidade e também fui muito bem recebida onde fiquei. Eles foram minha segunda família”, diz a estudante Ana Mirielle Dias da Silva, também da UFMT, que ficou na Fazenda Santa Tereza, em União do Sul.

Além da parte profissional, a estudante Natasha Vilela Ribeiro (UFMT), que ficou na Fazenda Santa Ignês, em Tapurah, relata que o desenvolvimento pessoal foi um ponto alto da experiência. “O programa valeu muito a pena e contribui muito para o meu aprimoramento pessoal. Eu tive a oportunidade de participar de todas as atividades, desde a gestão administrativa da fazenda até a parte prática, de campo”, completa.

Da redação, com informações da Aprosoja

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