Tremor no Distrito Federal alcançou magnitude 4

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

Alcançou magnitude 4 o tremor sentido no Distrito Federal, nessa segunda-feira (2), em consequência de um terremoto ocorrido na Bolívia. Alguns prédios da área central da capital federal chegaram a ser evacuados.

O sismólogo Juracir Carvalho, do Observatório de Sismologia da Universidade de Brasília (UnB), não descarta a hipótese de novos abalos no DF, ainda em decorrência do terremoto de magnitude 6,7 no território boliviano. Segundo ele, é impossível prever esse tipo de fenômeno e, por isso, sempre há possibilidade de novas ocorrências.

No entanto, destaca o especialista, o Brasil, não costuma ser atingido por tremores muito fortes. Isso acontece porque o país está localizado no centro da Placa Sul-Americana, com até 200 km de espessura, e as principais regiões afetadas pelo fenômeno são aquelas localizadas próximo às bordas das placas tectônicas, onde há zonas de convergência.

Em razão disso, os terremotos que chegam ao país são menos intensos. “Não foi a primeira vez nem será a última”, ressalta Carvalho. “Há uma crença de que o Brasil não pode ter terremotos, mas eles já aconteceram. Só não foram tão intensos quanto os que chegam a outros países.”

Conforme Carvalho, o terremoto dessa segunda-feira na Bolívia foi causado pelo choque das placas tectônicas do Pacífico e Sul-Americana. “A Placa do Pacífico se chocou com a Placa Sul-Americana e, como não podem ocupar o mesmo espaço, a do Pacífico entrou debaixo da Sul-Americana. Com isso, a ponta da placa ‘mergulhou’ para dentro do manto, ou seja, do planeta, e causou o tremor na superfície.”

Magnitudes de até 5 são consideradas fracas, segundo a escala Richter. De cinco a seis, o tremor já tem nível intermediário; e, entre seis e nove, pode ser considerado como fortes. Acima de 10, são fenômenos extremos. Em outubro de 2010, o DF teve um tremor com 4,5 pontos na escala.

Da redação, com informações do Correio Braziliense

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