Com revisão de acordo, Brasil pode exportar até 45 mil bovinos vivos para o Paraguai neste ano

 

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Foto:Divulgação/Mapa

As exportações de bovinos destinados à reprodução e ao melhoramento genético do rebanho do Paraguai podem chegar a 45 mil cabeças até o final deste ano, representando mais de 10% do total negociado (400 mil animais) para o exterior em 2017. A projeção é do setor produtiva e foi feita a partir do acordo de simplificação do comércio de gado entre os dois países, anunciado nesta sexta-feira (20) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O acordo foi assinado pelo diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa, Guilherme Marques, e o presidente do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) do Paraguai, Hugo Frederico Benitez. O ministro da Agricultura e Pecuária do Paraguai, Marcos Medina, participou do ato de assinatura.

O documento foi assinado durante agenda paralela à 45ª Reunião da Comissão Sul-Americana para Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), realizada em Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), quinta (19) e sexta-feira (20) desta semana.

Representantes dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, envolvidos nessa movimentação internacional de animais, devido à proximidade com o Paraguai, também participaram da solenidade.

Revisão do certificado

Na prática, houve revisão do Certificado Veterinário Internacional (CVI) para o comércio de bovinos para reprodução entre o Brasil e o Paraguai.

Segundo o Mapa, a atualização seguiu as normas da Comissão Regional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para as Américas e a harmonização de critérios que está sendo feita pelos países-membros do Mercosul.

Entre as simplificações, informa o ministério, está a eliminação de exames laboratoriais que não eram mais exigidos pela OIE para o comércio internacional de bovinos. “Mas será mantido o nível de segurança sanitário necessário para esse comércio”, garante o diretor do DSA.

A expectativa é que o acordo crie novas oportunidades comerciais para os produtores brasileiros e paraguaios, principalmente para aqueles cujos rebanhos estão na região de fronteira entre os dois países.

O Brasil tem o maior rebanho comercial do mundo, com cerca de 217 milhões de cabeças, e o Paraguai vem se destacando pelo crescimento na produção e exportação de carne para a América Latina.

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Foto: Divulgação/Mapa

 

 

 

 

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