Sem acordo entre governo e caminhoneiros grevistas, Temer pede trégua de 3 dias

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Representantes dos caminhoneiros deixaram a reunião desta quarta-feira (23) com ministros da Casa Civil, Transportes, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Carlos Maru afirmando que o governo não apresentou propostas que levem ao fim da paralisação da categoria, que já dura três dias e provoca desabastecimento em várias partes do país. Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, um novo encontro ficou agendado para esta quinta-feira (24).

Em evento ocorrido na tarde desta quarta, também no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer disse que pediu uma “trégua” de até três dias na paralisação. “Pedi que na reunião que se solicitasse uma espécie de trégua para que, em dois, três dias no máximo, pudéssemos encontrar uma solução satisfatória para os caminhoneiros e para o povo brasileiro”, disse.

Temer frisou que o governo tem trabalhado desde o início da semana para encontrar uma solução para os caminhoneiros. “Desde domingo, estamos trabalhando nesse tema para dar tranquilidade, não só ao brasileiro, que não quer ver paralisado o abastecimento, mas também tentando encontrar uma solução que facilite a vida especialmente dos caminhoneiros”.

A expectativa é que o governo apresente respostas às reivindicações dos caminhoneiros. “Não houve nenhuma proposta efetiva que possamos levar para a categoria. A proposta deles foi pedir um prazo para nós para que eles se posicionem amanhã [quarta] às 14h”, disse o presidente da CNTA. Segundo ele, a categoria não vai desmobilizar a paralisação antes de ter um compromisso real de soluções para as demandas apresentadas.

Aviso prévio

Diumar Bueno observou que as entidades representantes dos caminhoneiros alertaram o governo sobre a possibilidade de paralisação, mas não tiveram respostas. “O governo foi previamente avisado e não tomou nenhuma providência, não chamou ninguém da categoria para conversar e tentar estabelecer alguma coisa para que o movimento não acontecesse”.

As principais reivindicações dos caminhoneiros são a redução de impostos sobre o preço do óleo diesel, como PIS/Cofins e ICMS, e o fim da cobrança de pedágios dos caminhões que trafegam vazios nas rodovias federais que estão concedidas à iniciativa privada.

Além de Padilha e Marun, participaram da reunião o ministro Valter Casimiro Silveira (Transportes) e o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mario Rodrigues. Do lado dos caminhoneiros, estiveram presentes representantes de dez entidades. O encontro também teve a participação de deputados federais. Entre eles, os da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

A paralisação não provoca apenas desabastecimento de mercadorias e combustíveis e bloqueios e congestionamentos nas estradas. Também há relatos de reflexos na aviação civil.

Da redação, com Agência Brasil

 

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