Agroindústria aumenta em 0,4% ocupação no agronegócio no 1º trimestre

A população ocupada (PO) no agro aumentou 0,4% no primeiro trimestre deste ano frente ao mesmo período de 2017, indicam pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Esse resultado do agronegócio agregado decorre principalmente do crescimento das ocupações nos elos industriais, há que houve queda no segmento primário.
Pesquisadores do Cepea destacam o crescimento expressivo de 6,6% na população ocupada no segmento de insumos – em virtude do desempenho positivo das indústrias de fertilizantes e defensivos agrícolas – e a redução de 1,7% no número de trabalhadores em atividades primárias.
Para a agroindústria, os números positivos refletem a própria recuperação da produção do segmento ao longo de 2017 e também nos primeiros meses de 2018. Para o segmento primário, a redução da população ocupada não é pontual, mas segue uma tendência de longo prazo.
Desde 2012, período de disponibilidade da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, a PO da agropecuária se reduziu anualmente, de forma consistente.
Fatores como a inviabilidade de pequenos estabelecimentos rurais no ambiente altamente concorrencial e tecnológico que tem se consolidado na agropecuária brasileira, a intensificação e concentração da produção e melhores oportunidades de emprego em ambientes urbanos são apontados como importantes para explicar essa tendência de diminuição da população ocupada no segmento.
Descompasso
Na análise referente ao ano passado, o Cepea já havia registrado um descompasso entre a evolução do volume produzido no agronegócio no período e do número de pessoas ocupadas no setor.
A pesquisa revelou ainda a redução acentuada das ocupações para trabalhadores relativamente mais vulneráveis, sem instrução, ocupados principalmente no segmento primário e por conta própria, sobretudo no Nordeste.
Da redação, com Cepea

