Exportações de carne bovina reagem em maio, segundo a Abrafrigo

 

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Foto: Appa/Arquivo

As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) reagiram em maio e voltaram a superar 100 mil toneladas, depois da queda registrada em abril, quando atingiram apenas 85 mil toneladas. O resultado foi alcançado mesmo sem o Brasil contar com a Rússia, um dos maiores clientes do país, cuja movimentação de produto está embargada desde dezembro passado. No mês passado, a comercialização atingiu a 111.502 toneladas, e a receita a US$ 462 milhões contra 113.281 toneladas e receita de US$ 465 milhões em 2017.

Com isso, o saldo dos cinco primeiros meses do ano ainda é positivo: 617.000 toneladas exportadas com receita de US$ 2,39 bilhões, crescimento de 16% na quantidade e de 13% nos valores em relação a 2017, quando foram movimentadas 533.267 toneladas, o equivalente US$ 2,1 bilhões.

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que que compilou os dados finais de movimentação de maio, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo a entidade, a greve dos caminhoneiros teve algum impacto na movimentação da carne bovina no mês passado, mas a grande expectativa era pelo reinicio das compras pelo mercado russo, o que não ocorreu.

Os chineses, através da importação direta pelo continente e pela triangulação da movimentação feita por empresas do Hong Kong, continuam imbatíveis no ranking dos maiores compradores do produto brasileiro: nos cinco primeiros meses do ano, importaram 267.705 toneladas contra 195.743 toneladas no mesmo período de 2017. Com isso a receita subiu de US$ 768,5 milhões ano passado para US$ 1,087 bilhão neste ano.

Outros crescimentos importantes foram o do Egito, que já é o segundo maior cliente do país – de 29.241 toneladas importadas em 2017 foi para 42.334, com 124% de elevação –, e o do Chile, que passou de 21.181 toneladas no ano passado para 42.334 toneladas neste ano, num aumento de quase 100%.

Alta importante também foi a do Paraguai, que, em 2017, importou 1.869 toneladas de carne bovina brasileira até maio e em 2018 já saltou para 8.718 toneladas (+ 366%).

Entre os recuos mais importantes nas importações, depois da Rússia, que até maio havia adquirido 62 mil toneladas de carne bovina no ano passado e zerou suas compras em 2018, estão os do Irã (-33,7%), de 43.010 toneladas para 28. 524 toneladas neste ano; e da Arábia Saudita (-39%), de 23.981 para 14.528 no mesmo período analisado.

No total, segundo a Abrafrigo, 82 países aumentaram as compras do Brasil, enquanto que outros 46 reduziram.

 

 

AGROemDIA

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