Amipa e Embrapa Algodão encaminham parceria em controle biológico

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Foto: Agência Brasil

A Embrapa Algodão (PB) e a Associação Mineira de Produtores de Algodão (Amipa) iniciaram negociação para consolidar parceria entre as instituições visando a ampliação dos trabalhos com o controle biológico de pragas nas culturas agrícolas em Minas Gerais. Um dos objetivos da cooperação é desenvolver uma metodologia para produção em larga escala do agente biológico Catolacus Grandis, parasitóide que pode ser utilizado para a redução da população do bicudo-do algodoeiro, principal praga da lavoura. O plano de trabalho deve ser definido na segunda quinzena de agosto.

A delegação composta pelo diretor-executivo da Associação Mineira de Produtores de Algodão (Amipa), Lício Pena, pelo coordenador de campo, Lusimar Eugênio, e pelo supervisor da Biofábrica, Fauze de Sairre foi recebida pelo chefe-geral da Unidade, Liv Severino, e por um grupo de pesquisadores entomologistas com atuação na unidade.

Durante a reunião, realizada nos dias 18 e 19 deste mês, os visitantes apresentaram o trabalho que a associação vem desenvolvendo no controle biológico de pragas. Lício Pena mencionou que a Biofábrica da associação já produz em larga escala o agente de controle biológico Trichogramma pretiosum, que é liberado via drones em todas as culturas da propriedade dos associados, com excelentes resultados no controle de lepidópteros (lagartas de borboletas e mariposas, que compõe a segunda população de insetos do planeta) para as culturas do algodão, soja, milho, ervilha, feijão e tomate industrial.

O diretor-executivo acrescentou ainda que atualmente está em fase de testes o desenvolvimento de dois outros inimigos naturais, Telonomus podisi e Crisoperla externa, e que o interesse maior na parceria com a Embrapa Algodão visa o desenvolvimento de metodologia para produção em larga escala do agente biológico Catolacus Grandis.

Na manhã do dia 19, os pesquisadores Carlos Domingues e Raul Almeida conduziram a comitiva em uma visita aos laboratórios de Entomologia e controle biológico da unidade, onde o grupo conheceu os processos de criação de inimigos naturais para fins de pesquisa. O chefe-geral da Embrapa Algodão enfatizou a importância do trabalho e colocou todo o corpo técnico à disposição para firmar a parceria com a Amipa.

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Foto: Camilla S. O. Di Stefano

Valor de cultivo

A aproximação com a associação também deve render ampliação do trabalho de ensaios de valor de cultivo e uso (VCU) das cultivares desenvolvidas pela equipe de melhoramento genético da unidade, que já vêm sendo testados a algumas safras pela Amipa.

Os visitantes também ficaram bastante interessados no trabalho de desenvolvimento de uma colheitadeira de algodão de uma linha, acoplada a um trator, de baixo custo e replicável por pequenos produtores, que está sendo conduzido pelo pesquisador da Embrapa Odilon Reny Ribeiro. Saiba mais aqui.

O interlocutor da Embrapa Algodão para a condução da cooperação técnica entre as instituições será o pesquisador Raul Almeida que, acompanhado de outros dois colegas da unidade, visitará a Biofábrica da Amipa, em Uberlândia, na segunda quinzena de agosto, para consolidação do plano de trabalho para controle do bicudo do algodoeiro.

Método

O método consiste na utilização de inimigos naturais (predadores, parasitóides e entomopatógenos) para o controle de pragas agrícolas. A técnica visa a manutenção do equilíbrio do agroecossistema, de modo a reduzir a densidade populacional das pragas a níveis que não prejudiquem a lavoura sob o aspecto econômico, ambiental e da saúde humana, com vistas à redução ou à eliminação de agrotóxicos e à manutenção da sustentabilidade do agronegócio.

Trata-se de um método de controle racional e sadio, que tem como objetivo final utilizar esses inimigos naturais que não deixam resíduos nos alimentos e são inofensivos ao meio ambiente e à saúde da população. Saiba mais aqui.

Da redação, com Embrapa  

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