Sem glifosato, não haverá plantio no Brasil, diz Maggi

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Foto: Antonio Araújo/Mapa

Se não houver glifosato, não haverá plantio no Brasil, afirmou nesta quinta-feira (16), no Rio de Janeiro, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. “Ou, então, teremos uma desobediência civil para fazer isso [plantio].” Hoje, assinalou, 95% de toda a área plantada de soja, milho e algodão do país usam o produto para preparar o solo, fazer o plantio direto. Ele acredita, porém, na cassação da decisão provisória da Justiça Federal contra o glifosato.

No último dia 3, a juíza federal Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7ª Vara do DF, proibiu a concessão, em todo o país, de novos registros de produtos à base dos ingredientes ativos de glifosato, abamectina e tiram.   A magistrada também suspendeu, por 30 dias, o registro de todos os produtos que utilizam essas substâncias até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua os procedimentos de reavaliação toxicólogica.

Segundo Maggi, o glifosato é essencial à agricultura brasileira. “Não temos mais grades e arado para preparar o solo. Não usamos mais essas técnicas.” Por isso, reiterou, a proibição do produto inviabilizaria a safra de grãos 2018/2019. “Sem o glifosato, não temos condições de produzir. Se houver uma proibição mesmo, você não vai plantar ou vai ter uma desobediência para fazer isso.” O país, acrescentou, não dispõe de outro instrumento para fazer o cultivo, que começa em setembro.

O ministro espera, no entanto, que a decisão de primeira instância seja revertida. De acordo com ele, o Ministério da Agricultura e a Advocacia-Geral da União (AGU) estão trabalhando para suspender a liminar, por meio de recurso que será apresentado nos próximos dias, para que “os produtores possam utilizar o glifosato e seguir a sua vida.”

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