Funai ficará no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

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Damares Alves vai cuidar das política indígena – Valter Campanato/Agência Brasil

A Fundação Nacional do Índio (Funai) ficará vinculada ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, a ser criado pelo governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, que assume no próximo dia 1º de janeiro. A nova pasta será comandada pela advogada e pastora Damares Alves, cuja indicação para o ministério foi anunciada nesta quinta-feira (6) pelo ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni.

Assessora do senador Magno Malta (PR-ES), Damares será responsável pela demarcação de terras indígenas e políticas voltadas aos índios, às mulheres e à família. Segunda ela, o objetivo é avançar nas metas que ainda não foram alcançadas e propôs um pacto nacional pela infância.

“A pasta é muito grande, muito ampla e agora a gente está trazendo para a pasta a Funai. Vamos trazer para o protagonismo políticas públicas que ainda não chegaram até às mulheres, e às mulheres que ainda não foram alcançadas pelas políticas públicas.”

De acordo com Damares Alves, a prioridade será para a “mulher ribeirinha, a mulher pescadora, a mulher catadora de siri, a quebradora de coco”. “Essas mulheres que estão anônimas e invisíveis virão para o protagonismo nessa pasta. Na questão da infância, vamos dar uma atenção especial, porque está vindo para a pasta também a Secretaria da Infância, e o objetivo é propor para a Nação um grande impacto pela infância, um pacto de verdade pela infância”, disse.

A futura ministra negou ainda que dificuldades e controvérsias envolvendo a Funai serão problemas. “A Funai não é problema neste governo, índio não é problema. O presidente só estava esperando o melhor lugar para colocar a Funai. E nós entendemos que é o Ministério dos Direitos Humanos, porque índio é gente, e índio precisa ser visto de uma forma como um todo. Índio não é só terra, índio também é gente”, afirmou.

Pela manhã, indígenas de diversas etnias, vinculados à Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib), estiveram no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e protestaram contra a desvinculação da Funai do Ministério da Justiça.

Os indígenas entregaram uma carta a integrantes do governo de transição. Dois representantes do grupo se reuniram com integrantes do futuro governo. Segundo os indígenas, a manutenção da autarquia na pasta da Justiça daria mais segurança na defesa de seus direitos.

Da redação, com Agência Brasil

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