Brazlândia começa o plantio de morangos

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Hélio Lopes, extensionista da Emater-DF: Boa lavoura exige mudas certificadas – Emater-DF

Cerca de 150 produtores de Brazlândia e Alexandre de Gusmão começaram o plantio dos morangos que serão colhidos de junho a setembro no Distrito Federal. As mudas vêm de Minas Gerais, São Paulo e Paraná e estão entre os itens que mais pesam no custo de produção, que é de R$ 135 mil por hectare.

Uma boa lavoura começa pela aquisição de mudas certificadas ou fiscalizadas, isentas de doenças, provenientes de viveiristas registrados no Ministério da Agricultura, observa o extensionista da Emater-DF Hélio Roberto Lopes.

“A qualidade das mudas é muito importante. Se possível, o produtor deve conhecer pessoalmente o viveiro, verificar as condições de transporte e armazenamento das mudas. O ideal é que sejam mantidas sob refrigeração até chegar à propriedade”, assinala Lopes.

Cada muda nacional custa entre R$ 0,30 e R$ 0,70, dependendo da cultivar – Oso Grande, Camarosa e Festival são as variedades mais plantadas. Como o custo de produção é alto, é importante a adoção de boas práticas, principalmente antes do plantio, para não ocorrerem perdas.

O ideal é que o solo comece a ser preparado um ano antes. “É importante esse prazo para o solo se recompor, fazendo um pousio ou adubação verde, de forma a diminuir a população de fungos ou bactérias que podem causar doenças nos morangueiros”, explica Lopes.

Outro ponto importante é verificar o histórico de plantio da área. “O produtor não deve plantar no mesmo local onde havia cultivo de solanáceas como tomate, pimentão, pepino, berinjela e jiló, por exemplo, pois patógenos que acometem essas culturas também atingem o morangueiro”, alerta o extensionista da Emater-DF.

Antes da chegada das mudas, o produtor também deve coletar amostra de solo para análise em laboratório e, com o resultado, procurar orientações da Emater-DF para a correção necessária.

Entressafra

O agricultor Cícero de Lima cultiva morangos em três hectares, sendo metade em cultivo protegido, o que permite colher na entressafra, que vai de outubro a maio. “O custo de produção é maior, mas a vantagem de plantar na entressafra é que vendemos a caixa com quatro cumbucas a R$ 15, enquanto na safra uma caixa pode ser vendida a apenas R$ 4”, diz Lima.

Para o agricultor, participar dos cursos e ter assistência técnica da Emater é importante. “Temos que sempre buscar conhecimento e fazer conforme as orientações, pois temos que ter lucro na atividade.”

As mudas das cultivares San Andreas e Portola, plantadas para a entressafra, são importadas da Patagônia chilena e argentina e custam cerca de R$ 1 cada. Segundo Lopes, metade dos produtores da região já adota o cultivo protegido em parte da propriedade. “Mas a questão de mercado é cíclica. Há anos em que se consegue um bom preço na entressafra e em outros não.”

Festa do Morango

A tradicional Festa do Morango é evento oficial do calendário de Brasília. Este ano, a 24ª edição será realizada nos dias 30 e 31 de agosto e 1º, 6, 7 e 8 de setembro.

Os visitantes encontrarão a fruta in natura, em polpa, em quitutes doces e salgados, além de uma feira de floricultura e outras atrações. A entrada é gratuita.

Da Emater-DF

 

 

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