O dilema das mudanças climáticas

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Foto: ONU/Mark Garten

A mudança climática é uma das questões mais desafiadoras que o mundo enfrenta hoje, é um fenômeno verdadeiramente global. Uma vez lançadas, as emissões de gases de efeito estufa podem ter efeitos em qualquer parte do planeta, independentemente de sua origem. Embora coletivamente todos os países prefiram limitar as emissões globais para reduzir o risco de impactos severos ou catastróficos, ao agir individualmente, cada um ainda prefere continuar emitindo sem obstáculos.

 A principal causa das mudanças climáticas é o aquecimento global, que tem muitas consequências negativas nos sistemas físico, biológico e humano, além de outros efeitos. O aquecimento global é causado pelo efeito estufa, um processo natural pelo qual a atmosfera retém parte do calor do Sol, permitindo que a Terra mantenha as condições necessárias para receber a vida. Sem o efeito estufa, a temperatura média do planeta seria de -18 0 C. O problema é que as atividades humanas diárias maximizam o efeito estufa, fazendo com que a temperatura do planeta aumente ainda mais.

O aumento da temperatura global traz consequências desastrosas, colocando em risco a sobrevivência da flora e fauna da Terra, incluindo os seres humanos. Os piores impactos da mudança climática incluem o derretimento da massa de gelo nos polos, que por sua vez causa o aumento do nível do mar, produzindo inundações e ameaçando ambientes costeiros pelos quais os pequenos Estados insulares correm o risco de desaparecer completamente. A mudança climática também aumenta o surgimento de fenômenos climáticos mais violentos, como secas, incêndios, a morte de espécies animais e vegetais, inundações de rios e lagos, a criação de refugiados climáticos e a destruição da cadeia alimentar e recursos econômicos, especialmente nos países em desenvolvimento.

Mas como podemos evitar a mudança climática provocada pelo efeito estufa?

Primeiro, é importante ficar claro que a mudança climática não pode ser evitada. Podemos mitigar seus efeitos e nos adaptar às suas consequências, ou seja, podemos combatê-lo através da aplicação de medidas de pequena e grande escala que ajudem a desacelerar a mudança climática. Essas ações são conhecidas como medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A mitigação consiste em lançar ações para reduzir e limitar as emissões de gases de efeito estufa, com o objetivo de evitar que a temperatura global do planeta continue a aumentar. Essas ações consistem em maior investimento em energias renováveis, transição para uma economia de baixo carbono, promoção da eficiência energética, eletrificação de processos industriais e implementação de meios de transporte eficientes (transporte público elétrico, ciclismo, compartilhamento de carros, etc.).

A mudança climática é um desafio global que não tem fronteiras e para combatê-lo requer um trabalho coordenado de todos os países. Ao mesmo tempo, isso pode ser uma forma de melhorar o raciocínio que usamos para fazer as coisas que afetam as gerações futuras. Quando se trata de mudança climática, nossa resposta pode não ser evitar o dano ou tornar o mundo um lugar melhor, mas cumprir um dever de justiça através da redução das emissões.

 

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O AGROemDIA é um site especializado no agrojornalismo, produzido por jornalistas com anos de experiência na cobertura do agro. Seu foco é a agropecuária, a agroindústria, a agricultura urbana, a agroecologia, a agricultura orgânica, a assistência técnica e a extensão rural, o cooperativismo, o meio ambiente, a pesquisa e a inovação tecnológica, o comércio exterior e as políticas públicas voltadas ao setor. O AGROemDIA é produzido em Brasília. E-mail: contato@agroemdia.com.br - (61) 99244.6832

2 comentários em “O dilema das mudanças climáticas

  • 14 de julho de 2019 em 02:21
    Permalink

    90% do tempo o Agro Em Dia veícula materias sérias e relevantes.
    Que vacilo foi esse de trazer um riponga adorador da deusa Gaia para vir aqui destilar fanatismo ambientalista?
    O clima não está mudando, o fato é que ele nunca foi estável, e, não, não temos poderes divinos para interferir no assunto.
    Aliás, desafio o autor a calcular a energia necessária para variar em um grau a temperatura dos oceanos e comparar com a requerida para a mesma variação na atmosfera. É física do Ensino Médio.

    Resposta
    • 14 de julho de 2019 em 14:38
      Permalink

      Caro R. Guerreiro, exatamente por se tratar de física de ensino médio hoje não há dúvida científica que o aumento de concentração de gases do efeito estufa (CO2, CH4, N2O, PFCs, HFCs e SF6) são responsáveis pela alteração do balanço energético da atmosfera terrestre contribuindo para profundas alterações no sistema climático. Por exemplo, em 2018 ultrapassamos um aquecimento de 1,1ºC em comparação ao período pré industrial. Ademais, vale reforçar que estatisticamente há comprovação de causalidade e não apenas de correlação. Portanto, esta discussão está superada.

      Há, contudo, um ponto fundamental levantado por você. Os oceanos são os principais agentes de regulação térmica do sistema climático. Este artigo da Nature de Novembro de 2018 apresenta o cálculo solicitado por você no comentário: https://www.nature.com/articles/s41586-018-0651-8.epdf

      Como você pode ver no artigo, não há física básica quando se trata do papel dos oceanos na absorção de calor. Se a dúvida quanto ao nosso papel para a alteração do clima está superada ainda há, de fato, muito o que se aprender sobre as consequências da mudança do clima. O artigo mostra que os oceanos tem absorvido 50% mas calor do que inicialmente estimado. Mas até quando? Quais as consequências para o aumento do nível do mar? Qual o impacto nas correntes? As ondas de frio este ano nos EUA e na Europa são um reflexo destas alterações de temperatura no oceano.

      Não pode have desinformação quanto a este tema porque mesmo se pararmos de emitir 100% dos gases hoje a atmosfera levará 1000 anos (sim, MIL anos) para resfriar o 1ºC que atingimos em 2018. Se esperarmos para lidar com todas as consequências certamente sofreremos danos e custos altíssimos. Não há bem substituto para a água, não há serviços substitutos para as regulações fornecidas pelo meio ambiente.

      Venho do interior. Minha família é produtora rural. Aqui não tem desinformação! Mudamos o manejo de pastagem, protegemos nossas nascentes, fazemos de tudo para manter a água aqui. Mesmo assim as mudanças de padrões são visíveis… não sei o que você produz, mas a Embrapa tem estudos interessantes mostrando o ISNA de algumas culturas e as consequências do aquecimento de temperatura e alteração dos regimes de precipitação, vale a pesquisa.

      Atenciosamente,
      Henrique

      Resposta

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