Projeto ABC Cerrado recupera 93 mil hectares de pastagens degradadas

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Apresentação dos resultados do projeto – Foto: Wenderson Araújo/CNA

O Projeto ABC Cerrado recuperou mais de 93 mil hectares de pastagens degradadas no bioma com capacitação e assistência técnica e gerencial para 7,8 mil produtores rurais que adotaram tecnologias de baixa emissão de carbono. A trabalho foi desenvolvido na Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Tocantins e no Distrito Federal. A área equivale a 110 mil campos de futebol.

Os resultados do projeto – uma parceria entre Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com recursos do Fundo de Investimento Florestal (FIP), administrados pelo Banco Mundial – foram apresentados nesta quarta-feira 6,  na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

Os dados fazem parte de um estudo inédito que avaliou os impactos da adoção das tecnologias pelos produtores rurais. Segundo os resultados, foi possível perceber que a adoção de tecnologias como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), Recuperação de Pastagens Degradadas, Sistema Plantio Direto e Florestas Plantadas permitiu ao produtor incrementar a renda e diversificar a atividade produtiva com conservação ambiental.

As principais cadeias atendidas foram as bovinoculturas de corte e leite e a agricultura. O estudo mostrou que 86% das propriedades têm até 500 hectares e a tecnologia mais adotada pelos produtores foi Recuperação de Pastagens Degradadas.

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Daniel Carrara, diretor-geral do Senar – Foto: Wenderson Araújo/CNA

Produtividade

Nas áreas recuperadas, por exemplo, a produtividade na cadeia da bovinocultura de corte subiu de 0,7 unidade/animal por hectare para 2,5/hectare. O ganho de peso dos animais com a renovação da pastagem também aumentou, passando de 400 gramas/dia para 900 gramas/dia. E o tempo de abate reduziu de 36 para 19 meses.

Os resultados ultrapassaram as metas estabelecidas em 2015, quando o projeto começou. Ao todo, mais de 18 mil pessoas foram beneficiadas pelo ABC Cerrado em cinco anos, entre produtores e familiares, estudantes e técnicos, 54% a mais que a meta inicial de 12 mil.

Outro dado importante observado durante a avaliação de impacto do projeto foi que, ao unir capacitação e assistência técnica e gerencial, 11 vezes mais produtores adotaram tecnologias de baixa emissão de carbono se comparados aos produtores que não participaram da iniciativa.

Foram mais de 214 mil horas de assistência técnica seguindo cinco passos: diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação tecnológica, capacitação profissional complementar e avaliação sistemática dos resultados.

O ABC Cerrado também contribuiu para manter a área de vegetação nativa dentro das propriedades rurais, como as áreas de preservação permanente e reserva legal. Em cinco anos, houve um incremento de 192,5 mil hectares de vegetação nativa, ou seja, ao adotar tecnologias e boas práticas agrícolas, o produtor rural aumentou a produtividade em um mesmo espaço, evitando a abertura de novas áreas no Cerrado.

Clique aqui para acessar o resumo executivo do projeto.

Do Sistema CNA/Senar

AGROemDIA

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