Sindag: Nuvem da gafanhotos estava a 130 quilômetros do Brasil neste sábado

Aviação é usada no combate à nuvem de gafanhotos em província argentina – Divulgação

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) fez neste sábado 27 uma videoconferência com empresas aeroagrícolas da região de Uruguaiana, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul com a Argentina e Uruguai. O objetivo foi o de verificar com aos empresários a quantidade de aeronaves disponíveis imediatamente para uma ação contra gafanhotos, caso a nuvem que está sobre a Argentina acabe se desviando para o território brasileiro. O encontro via web ocorreu horas depois em uma operação da aviação agrícola argentina contra a nuvem de insetos, na região de Curuzu Cuatia, na província de Corrientes, a 130 quilômetros do município gaúcho de Barra do Quaraí.

Os insetos teriam sido localizados no final da tarde dessa sexta-feira 26, em uma área de campo, a 43 quilômetros no interior do município, com a operação sendo realizada ainda antes da noite por um avião agrícola. Técnicos argentinos estavam avaliando na manhã deste sábado os resultados da aplicação, mas as informações preliminares dão conta de que apenas parte da nuvem teria sido eliminada. Uma possível rota dos insetos é estimada em direção ao Uruguai.

Segundo o Sindad, a informação de que a nuvem de gafanhotos teria decolado para o Uruguai não se confirmou. A nuvem se insetos continua sobre a mesma região em Corrientes, a cerca de 130 quilômetros do Brasil. As autoridades agrícolas do país e da província seguem acompanhando os insetos para ver se eles pousam na mesma região.”

Conforme o delegado das Confederaciónes Rurales Argentina (CRA), Martin Rapetti, a operação de ontem contou com dois aviões agrícolas e eliminou cerca de 15% da nuvem.

Reuniões na fronteira

“A reunião com as empresas aeroagrícoals da fronteira oeste já estava prevista desde o início da tarde de ontem, para um briefing sobre o andamento das conversas com especialistas e autoridades na preparação de um plano nacional permanente contra a praga. Ao mesmo tempo, queríamos ter um inventário das aeronaves à disposição na área de fronteira, já que a região está no período de entressafra de parte das lavouras, embora esteja operando bastante em semeadura e adubação de pastagens, período em que os empresários aproveitam para fazer a manutenção obrigatória anual dos aviões”, disse o presidente do Sindag, Thiago Magalhães.

A frota aeroagrícola do Rio Grande do Sul é de 462 aeronaves, espalhadas em todo o estado. Só em Uruguaiana, são 10 aviões prontos para operação imediata, o que é considerado mais do que suficiente para a região. Isso porque a nuvem, que em voo abrange uma área de até 10 quilômetros de comprimento por três de largura (equivalente a 3 mil hectares), quando pousa para se alimentar e passar a noite – do final da tarde até o início da manhã seguinte, ela se concentraria em uma área de até 10 hectares. “Nesse espaço é possível fazer a operação com um ou dois aviões”, ressaltou Magalhães.

Monitoramento eficiente

O essencial, nesse caso, é um monitoramento eficiente. Ou seja, localizar o ponto de pouso dos insetos a tempo de preparar uma opção efetiva – com o avião chegando à tarde a tempo de terminar a operação antes de escurecer ou decolar na primeira luz do dia para estar sobre os insetos ainda no início da manhã, entes deles levantarem voo.

“Como a região de Corrientes, onde eles pousaram, era de difícil acesso, o Serviço Nacional de Segurança e Qualidade Alimentar (Senasa) e o governo provincial demoraram um pouco para localizar os insetos. As autoridades haviam recebido relados da presença nuvem na região de Sauce (a 90 quilômetros de Curuzu Cuatia), explicou o presidente do Sindag.

 

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