Aprobio e Ubrabio criticam decisão do governo de prorrogar prazo para meta de CBIOS

A prorrogação do prazo para distribuidoras de combustíveis cumprirem as metas previstas para 2022 de compra de Créditos de Descarbonização (CBIOs) “muda a regra do jogo em andamento, gerando insegurança jurídica”, diz a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), informa o Broadcast.    O prazo, que deveria ser neste ano, passou para 30 de setembro de 2023. A entidade vê a medida como um retrocesso para o RenovaBio. A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) também criticou a decisão do governo federal.  

“Este é mais um retrocesso para o RenovaBio e para sua meta de emissão de créditos de descarbonização (CBIOS)”, disse em nota o presidente do Conselho de Administração da Aprobio, Francisco Turra. “O que deveria ser uma política de Estado, que reconhece o papel estratégico de todos os biocombustíveis na matriz energética brasileira virou política de preços de combustível.”

Para Turra, “desde a criação do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), em dezembro de 2004, passando pela promulgação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), em 2017, o país andou para trás neste ano, com a redução da mistura para 10% (B10), quando já deveria estar em B14, e convive com o enfraquecimento de uma agenda que induz eficiência e valoriza os investimentos em tecnologia limpa.”

“Com mais de 50% de ociosidade, o setor de biodiesel observa a interrupção dos investimentos e a estagnação do modelo de transição da matriz energética na direção contrária aos objetivos estabelecidos no Acordo de Paris, com impacto direto para o crescimento de economia em toda a cadeia produtiva e a eliminação do emprego verde”, acrescenta Turra no comunicado, de acordo com o Broadcast.

Ubrabio

A exemplo da Aprobio, a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) divulgou nota na qual lamenta a decisão do governo de adiar para setembro de 2023 o cumprimento das metas individuais de compra dos Créditos de Descarbonização (CBios).

“A Ubrabio entende ser injustificável o adiamento da meta, uma vez que o setor já sofreu enormes prejuízos neste ano com a redução do porcentual de mistura do biodiesel ao diesel fóssil, o que, por si só, já promoveu indevidamente uma redução na quantidade de emissão de CBios”, disse a entidade, conforme o Broadcast.

A Ubrabio defende que o governo retome o cronograma de aumento da mistura de biodiesel ao diesel comum, “o que vai também promover a maior emissão de CBios no mercado, reduzindo assim a pressão sobre as cotações deste crédito”.

AGROemDIA

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