Acordo Mercosul-EUE é sinalização positiva para investidores

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Odilson Ribeiro e Silva, ex-secretário do Mapa, participou das negociações do acordo entre 1994 e 2018 – Foto; Facebook pessoal

Da redação/AGROemDIA

O acordo Mercosul-União Europeia deve impactar positivamente a economia brasileira, com seus efeitos devendo ser sentidos daqui a dois anos. Entretanto, o tratado já é uma sinalização para atrair investimentos para os dois blocos econômicos e para impulsionar outros acordos, como, por exemplo, o do Mercosul com o Canadá.

A avaliação é de Odilson Ribeiro e Silva, ex-secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e ex-adido agrícola do Brasil na UE. Segundo ele, o setor agrícola sempre foi a parte mais sensível e complicada do acordo. Por isso, foi um dos últimos pontos do tratado a ser concluído.

Leia mais aqui sobre o acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia 

Embora o acordo só deva ser plenamente efetivado daqui a dois anos, Odilson Ribeiro e Silva disse ao AGROemDIA que algumas medidas regulatórias básicas já podem começar a ser implantadas pelos dois blocos, como a criação de um comitê para discutir temas sanitários e fitossanitários. “E, agora, o patamar de negociações já muda, porque há o acordo.”

Auditor fiscal federal agropecuário aposentado do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva participou das negociações desde o início, em 1994, até 2018, tratando do capítulo referente às questões sanitárias e fitossanitárias. “Era um capítulo muito difícil, cuja negociação só foi concluída em 2018.”

Leia também: Acordo fechado pelo Mercosul com a UE deve ampliar exportações do agro

Embora o acordo-quadro que deu origem às negociações tenha sido assinado em 1994, elas só começaram efetivamente em 1999, lembrou Odilson Ribeiro e Silva.   “As negociações em torno dos três pilares do acordo – diálogo político, cooperação e livre comércio – se intensificaram mesmo a partir de 2016”.

Um dos resultados do acordo é, também, a formação de uma massa crítica negociadora, que pode contribuir com o Brasil e o Mercosul em outras tratativas comerciais – Odilson Ribeiro e Silva, ex-secretário do Mapa

“Em 2018, os pilares referentes à política e à cooperação foram concluídos. Só faltava o econômico, o mais complexo, principalmente na parte agrícola e em algumas questões na parte industrial e em relação à navegação de cabotagem.”

Odilson Ribeiro e Silva também apontou como resultado do tratado a formação de uma grande massa crítica negociadora, que poderá contribuir com o Brasil e com o Mercosul em futuras tratativas comerciais.

O ex-secretário de Relações Internacionais do Agronegócio ressaltou ainda o protagonismo no Mapa no acordo Mercosul-EU. “Houve um esforço hercúleo da área agrícola, envolvendo muita gente.”

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